Tribunal turco ordena detenção do predicador acusado de orquestrar golpe

Istambul, 4 ago (EFE).- Um tribunal de Istambul emitiu nesta quinta-feira a primeira ordem de detenção por golpismo contra Fethullah Gülen, o predicador islamita residente nos Estados Unidos a quem o governo turco acusa de orquestrar o fracassado golpe de 15 de julho.

O mandato foi aprovado a pedido da Procuradoria de Istambul, informa a agência "Anadolu".

O tribunal indica que "não há dúvidas de que a tentativa de golpe foi um ato da organização terrorista (de Gülen) e que foi realizada por ordem de seu fundador, o suspeito Fethullah Gülen".

O órgão afirma que Gülen pretendia mudar a Constituição para tomar o poder de toda a administração estatal e dos corpos de segurança.

Além disso, argumenta que a organização de Gülen, com muitos seguidores em diferentes organismos públicos, buscava se transformar em um poder político e econômico em nível internacional, que executou o golpe com um grupo de soldados afins e que durante o levante foram cometidos múltiplos crimes.

No ano passado, já havia sido emitida uma ordem de detenção contra Gülen, até 2013 próximo aliado do governo turco, por fundar e dirigir um grupo terrorista, apesar de não ter uma sentença judicial e nem decisão ministerial que qualifique de terroristas as redes de simpatizantes do predicador.

As autoridades turcas asseguram que solicitaram oficialmente aos Estados Unidos, onde Gülen vive desde 1999, a detenção e a posterior extradição do predicador e que enviaram provas e documentação que mostram sua participação no golpe.

Ancara também criticou Washington por exigir provas contundentes e ressaltou que não entregar imediatamente Gülen representa protegê-lo.

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