Farc começarão a entregar armas 90 dias após assinatura de acordo de paz

Havana, 5 ago (EFE).- A guerrilha das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) começará a entregar suas armas 90 dias após a assinatura do acordo de paz com o governo colombiano, com uma primeira leva contendo 30% de suas reservas de armamento, segundo os detalhes oferecidos nesta sexta-feira pelos negociadores do processo em Havana.

Após 120 dias da assinatura do acordo de paz e da entrada em vigor do cessar-fogo, as Farc entregarão outros 30% de suas reservas e, depois de 150 dias, os 40% restantes, anunciaram hoje as duas equipes negociadoras em Havana, que apresentaram os protocolos que completam o acordo para o cessar-fogo bilateral e definitivo anunciado no dia 23 de junho.

O chefe da delegação do governo, Humberto de la Calle, indicou que, após oito dias do acordo final, as Farc entregarão ao mecanismo internacional de verificação do cessar-fogo todas as informações sobre o número de seus integrantes e, dois dias depois, as "coordenadas de todos os depósitos e paióis onde há armamento instável".

"Isso inclui todas as armas e explosivos de fabricação artesanal, os insumos para fabricá-las e todo o armamento que apresente amassados e oxidação, cujo transporte possa trazer perigo", indicou o chefe negociador.

De acordo com os protocolos anunciados hoje, durante a vigência do cessar-fogo, as Farc designarão um grupo de 60 integrantes que poderão ser mobilizados em nível nacional para tarefas relacionadas com o acordo de paz; além de nomear outros dez membros que poderão ser mobilizados em nível municipal com o mesmo fim.

Além disso, as partes anunciaram que delegados do governo, das Farc, da ONU e do Comitê Internacional da Cruz Vermelha, realizarão na próxima semana uma visita de reconhecimento de "caráter técnico para situar e delimitar" as zonas de localização dos guerrilheiros.

Trata-se, segundo o estipulado em 23 de junho, de 23 zonas verdes transitórias de normalização e oito pontos transitórios de normalização, estabelecidos pelas partes para a concentração dos guerrilheiros durante a etapa entre o cessar-fogo e a transição dos insurgentes para a vida civil.

"Nas zonas e pontos transitórios de normalização, será garantido o funcionamento das autoridades civis e o livre acesso de qualquer cidadão e dos meios de comunicação, sem nenhuma limitação, exceção feita aos acampamentos onde se encontra o grosso das unidades guerrilheiras armadas", afirmou o chefe da delegação da insurgência, "Ivan Márquez".

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