Trump recua e diz que apoiará Ryan e McCain nas primárias republicanas

Washington, 5 ago (EFE).- O candidato do Partido Republicano à presidência dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou atrás nesta sexta-feira em sua decisão de não apoiar o presidente da Câmera dos Representantes, Paul Ryan, e o senador John McCain, com quem mantém uma queda de braço há meses e que enfrentam as primárias do partido para concorrerem à reeleição.

Em um evento em Wisconsin, o estado de Ryan, Trump mostrou seu apoio aos dois políticos e manifestou seu desejo de "trabalhar junto" com eles "para a mudança real" e "para a missão compartilhada de fazer a América (EUA) grande outra vez".

Ryan enfrentará as primárias por sua cadeira em Wisconsin na próxima terça-feira, enquanto McCain o fará no Arizona em 30 de agosto.

Na última terça-feira, o polêmico candidato à Casa Branca se negou a apoiá-los nas primárias republicanas, rompendo uma tradição política que evidenciou a persistente divisão no seio do partido.

"Eu gosto do Paul (Ryan), mas estes são momentos horríveis para nosso país. Precisamos de uma liderança muito forte. Uma liderança muito, muito forte. Ainda não cheguei lá (apoiar Ryan)", afirmou o magnata naquele dia.

Ao contrário disso, o bilionário exaltou Paul Nehlen, o rival de Ryan na disputa pela cadeira em Wisconsin.

Mas hoje sua mensagem foi diferente: "Apoio nosso presidente da Câmara dos Representantes, Paul Ryan. É um bom homem. Talvez discordemos em algumas coisas, mas geralmente estamos de acordo".

No evento em Wisconsin, Trump também voltou atrás em seus comentários anteriores sobre McCain: "Tenho grande estima pelo senador. Por seu serviço ao nosso país como militar e como político eleito. Eu o apoio totalmente em sua reeleição".

No início da semana, o magnata nova-iorquino tinha dito que o senador pelo Arizona, que foi prisioneiro de guerra no Vietnã, "não fez um trabalho muito bom com os veteranos" de guerra.

Tanto Ryan como McCain foram dois dos pesos-pesados do partido que mais críticas fizeram a Trump, evidenciando a divisão nos republicanos apesar da imagem de unidade que a legenda tentou mostrar na Convenção Nacional em Cleveland.

A última vez que os dois se pronunciaram contra Trump foi no início desta semana, devido à polêmica envolvendo o magnata e os pais de um soldado americano muçulmano morto no Iraque em 2004, que discursaram contra o bilionário na Convenção Democrata.

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