Enfrentamentos na Caxemira indiana deixam três mortos e vários feridos

Nova Délhi, 6 ago (EFE).- Três pessoas morreram e dezenas ficaram feridas nas últimas horas em enfrentamentos entre as forças de segurança e manifestantes na Caxemira indiana, onde várias zonas permanecem sob toque de recolher, quando completa neste sábado um mês do início de sua pior onda de violência em seis anos.

Uma fonte policial que pediu o anonimato explicou à Agência Efe que foi imposto o toque de recolher em zonas do centro de Srinagar, a capital regional, e do distrito de Baramulla, enquanto "no resto do Vale" prevalecem outras "restrições" à liberdade de reunião sob a seção 144 do Código de Procedimento Penal indiano.

As redes telefônicas e de internet permanecem, além disso, interrompidas apesar de a situação estar hoje "sob controle", de acordo com a fonte, que confirmou que várias pessoas ficaram feridas após a intensificação ontem dos distúrbios, sem oferecer um balanço concreto.

De acordo com o jornal local "Greater Kashmir", dois civis morreram ontem no distrito de Budgam e outro em Baramulla em uma explosão de violência que deixou, além disso, cerca de 400 feridos em diferentes partes da região.

A aliança separatista Hurriyat, convocante dos protestos, tinha organizado uma manifestação ao santuário Hazratbal de Srinagar e um tributo aos já 56 falecidos nos distúrbios do último mês, mas os eventos foram frustrados pelas autoridades.

Desde que em 8 de julho morreu baleado pelas tropas indianas o insurgente do grupo separatista Hizb-ul-Mujahideen (HM) Burhan Wani, ação desencadeante dos protestos, a violência se intensificou após as rezas muçulmanos das sextas-feiras, em linha com a dinâmica habitual na conflituosa Caxemira.

Na primeira hora desta manhã, os distritos de Shopian e Anantnag, onde há um mês foi baleado Wani, registraram novos confrontos que acabaram com pelo menos 20 de feridos, segundo uma fonte policial citada pela agência indiana "PTI".

Este é o pior surto de violência na militarizada região desde que em 2010 uma onda de protestos deixou 100 mortos.

A Caxemira é a única região indiana com maioria muçulmana e foi alvo de litígio entre Índia e Paquistão, que reivindica sua soberania desde a partilha do subcontinente em 1947 após sua independência do Império britânico.

As duas nações livraram duas guerras e vários conflitos menores por este território, separado por uma fronteira de fato que divide a Caxemira indiana e a paquistanesa, e uma das regiões mais militarizadas do mundo.

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