Morre aos 90 anos o cirurgião plástico Ivo Pitanguy

Rio de Janeiro, 6 ago (EFE).- O cirurgião plástico Ivo Pitanguy, famoso pelas técnicas que desenvolveu em sua área e por ter operado várias personalidades internacionais, morreu neste sábado aos 90 anos de uma parada cardíaca, informaram seus assessores.

O cirurgião, que ajudou a transformar o Brasil em uma das referências mundiais na cirurgia plástica, morreu em sua casa no Rio de Janeiro no final da tarde deste sábado.

Piganguy, autor de vários livros sobre a ciência que dominou e da qual foi mestre em várias universidades e em sua clínica particular, desenvolveu técnicas de cirurgia tanto na área estética como na de reparação.

Sua última aparição pública foi na sexta-feira passada quando, em uma cadeira de rodas, foi um dos portadores da Tocha Olímpica em sua chegada ao Rio de Janeiro para os Jogos Olímpicos recém inaugurados.

O médico vinha sendo submetido a sessões de hemodiálise desde setembro do ano passado, quando sofreu um problema renal ao retornar de uma viagem a Paris, e em junho deste ano teve que ser internado por causa de uma infecção.

Em 2008 foi submetido a uma delicada operação de cerca de sete horas, na qual a válvula aórtica de seu coração foi substituída por uma prótese e na qual lhe implantaram pontes de safena. E em 2003 foi submetido a uma operação para tratar de um aneurisma na aorta abdominal.

O médico, nascido em Belo Horizonte no dia 5 de julho de 1926, era o cirurgião plástico mais famoso do Brasil e considerado o pai desta prática no país.

Pitanguy, membro da Academia Brasileira das Letras e da Academia Nacional de Medicina, dirigia uma clínica que leva seu nome no Rio de Janeiro e na qual foram atendidos desde 1963 dezenas de milhares de pacientes de todo o mundo.

Entre seus pacientes se destacam personalidades mundiais como Sofia Loren, o rei Hussein da Jordânia, o automobilista Niki Lauda e o músico Stan Getz.

O médico também era diretor de diversos cursos de cirurgia plástica no Brasil e no exterior, e em sua carreira publicou mais de dez livros científicos e 800 trabalhos divulgados em revistas nacionais e estrangeiras.

O cirurgião se formou como médico em universidades do Rio de Janeiro e Belo Horizonte e se especializou em cirurgia plástica como residente no hospital Bethesda dos Estados Unidos. Foi assistente do cirurgião Marc Iselin - referência no tratamento dos mutilados na Segunda Guerra Mundial - em Paris e completou sua especialização em Londres.

Também se destacou por suas obras sociais e liderou uma campanha em 1961 para tratar gratuitamente várias das vítimas do incêndio de um circo na cidade de Niterói, que deixou cerca de 500 mortos e 800 feridos.

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