Presidente filipino defende política antidroga de "disparar para matar"

Manila, 6 ago (EFE).- O presidente das Filipinas, Rodrigo Duterte, defendeu sua ordem de "disparar para matar" na campanha que iniciou contra o tráfico de drogas na qual morreram centenas de pessoas desde maio, informou neste sábado a imprensa local.

"Minhas ordens são de disparar para matar. Não me importa os direitos humanos. Acredite em mim. Não me importa uma merda que digam. Esta guerra é contra as drogas e aqui temos uma crise", disse Duterte ontem à noite em Davao, no sul do país, segundo o jornal "The Philippine Star".

"A ordem de disparar para matar se manterá até o último dia do meu mandato", acrescentou.

O líder afirmou, além disso, que protegerá soldados e policiais que enfrentem acusações penais relacionados com esta campanha.

Duterte indicou que a ordem de disparar para matar inclui políticos e cargos públicos que utilizem sua posição para se enriquecer com o narcotráfico.

O presidente filipino anunciou que publicará uma lista de cargos públicos suspeitos de terem vínculos com o tráfico de drogas, o que levou a pelo menos três prefeitos a se entregar às autoridades na última semana.

Segundo a apuração de veículos de imprensa locais, entre 400 e 800 pessoas morreram desde que Duterte ganhou as eleições em 9 de maio e iniciou a guerra contra o crime e a droga.

O diretor-executivo o Escritório das ONU contra a Droga e o crime (UNODC), Yury Fedotov, qualificou a campanha presidencial como uma "violação de direitos e liberdades fundamentais".

Apesar das críticas, Duterte goza de uma enorme popularidade nas Filipinas onde as pesquisas lhe concedem uma aprovação de 91% , a pontuação mais alta recebida por um chefe de Estado filipino.

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