Agressor da Bélgica era "soldado" do Estado Islâmico, segundo jihadistas

Cairo, 7 ago (EFE).- O grupo jihadista Estado Islâmico (EI) afirmou neste domingo que o autor do ataque com um facão contra duas policiais na cidade belga de Charleroi, ao sul de Bruxelas, era um de seus "soldados".

Segundo a agência "Amaq", vinculada aos jihadistas e que cita uma fonte de segurança, a ação foi perpetrada "em resposta às chamadas para atacar os nativos da coalizão (internacional) cruzada" que bombardeia posições do EI no Iraque e Síria.

Esta é a mesma razão argumentada pela "Amaq" nos últimos ataques cometidos pelo EI na Europa, como na cidade francesa de Nice e na Alemanha.

A Procuradoria Federal belga informou hoje que o autor do ataque de sábado, que morreu no hospital ao ser atingido por disparos da Polícia, era um argelino de 33 anos e estava fichado pelas forças de segurança por crimes comuns, mas não por terrorismo.

Identificado como K.B., ele residia na Bélgica desde 2012, segundo a fonte.

A Procuradoria Federal assumiu as investigações "por tentativa de assassinato terrorista", anunciou o primeiro-ministro belga, Charles Michel.

O ataque aconteceu no sábado em um posto de controle exterior à sede da polícia em Charleroi.

O agressor levava uma mochila, da qual tirou o facão e atacou duas mulheres membros das forças da ordem que controlavam o acesso à sede policial, deixando uma gravemente ferida e a outra levemente ferida.

Outra agente lhe imobilizou com disparos no tórax e na perna e o agressor morreu depois em um hospital.

Em 21 de maio, o porta-voz do EI, Mohammed al Adnani, pediu a seus seguidores que perpetrassem mais atentados no Ocidente, especialmente na Europa e Estados Unidos, por causa do mês sagrado do Ramadã, que começou em 6 de junho e terminou em 5 de julho.

Em mensagem, cuja veracidade não pôde ser confirmada, Al Adnani afirmou que "atacar os que chamam de civis é o melhor e mais útil" e acrescentou que na "terra dos cruzados" (Ocidente) "não se deve preservar o sangue".

Nessa alocução, de 31 minutos de duração e divulgada através das redes sociais, Al Adnani insistiu que qualquer ataque, por menor que seja, na casa do inimigo é melhor do que um grande nos territórios controlado pelos jihadistas.

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