Bélgica investiga tentativa de "assassinato terrorista" por ataque à polícia

Bruxelas, 7 ago (EFE).- O primeiro-ministro belga, Charles Michel, disse neste domingo que a Procuradoria Federal abriu uma investigação por tentativa de "assassinato terrorista" após o ataque no sábado de um homem com um facão aos gritos de "Alá é grande" contra a polícia de Charleroi (ao sul de Bruxelas).

Em entrevista coletiva, Michel, que retornou de suas férias na França para se reunir com os responsáveis dos diferentes serviços de segurança, afirmou que a decisão de abrir uma investigação com estas características foi tomada levando em conta "as declarações do autor no momento do ataque".

No fato, que aconteceu no sábado durante a tarde em um posto de controle exterior da sede da polícia em Charleroi, o agressor se atacou com um facão duas mulheres agentes, ferindo gravemente uma delas, chamada Hakima. A policial teve que passar por cirurgia na cabeça.

A outra agente, Corinne Raymond, sofreu ferimentos leves no pescoço.

O agressor faleceu pouco depois no hospital após ser baleado por uma terceira agente.

Michel, acompanhado pelo vice-primeiro-ministro Kris Peeters e o ministro da Defesa, Steven Vandeput, não quiseram revelar na entrevista coletiva a identidade do agressor, mas os veículos de imprensa belgas afirmam que era de origem argelina, e não estava fichado pelos serviços policiais e de segurança belgas.

O primeiro-ministro belga elogiou a reação "valente" e a resposta a "sangue frio" das agentes policiais para evitar um mal maior, e explicou que, embora o nível de alerta por ameaça terrorista seja mantido em todo o país em 3 sobre uma escala de 4, para a polícia e as delegacias regerá um nível 2+ com medidas de segurança reforçadas.

"Mantemos a mente fria e permanecemos em alerta. Enfrentamos uma nova situação nos últimos meses na Europa. E não só é uma situação exclusivamente belga, mas europeia", recalcou Michel.

"A Polícia local de Charleroi fez o que tinha que fazer e sem dúvida evitou desta forma uma tragédia que poderia ter sido muito pior" se o agressor tivesse conseguido entrar dentro da sede policial, acrescentou.

O primeiro-ministro belga quis reiterar que seu governo segue a evolução da ameaça "hora a hora, dia a dia", embora tenha ressaltado novamente que "o risco zero não existe".

Questionado pelo fato de que este ataque aconteceu em Charleroi e não na capital belga, Michel respondeu que as medidas de segurança se aplicam a todo o país.

"Dissemos que não podemos nos limitarmos a Bruxelas e desdobramos militares fora" da capital belga, concluiu.

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