Combates no leste da Ucrânia matam três soldados governamentais

Kiev, 7 ago (EFE).- Três soldados governamentais perderam a vida em combates com as milícias separatistas no leste da Ucrânia, onde as conflitos nas últimas semanas são cada vez mais frequentes, segundo informou neste domingo a presidência ucraniana.

"Nas últimas 24 horas morreram três soldados e outros quatro ficaram feridos", informou Andrei Lisenko, porta-voz presidencial para assuntos militares, em entrevista coletiva.

Lisenko explicou que essas baixas ocorreram durante "ações militares", embora na zona rege um cessar-fogo desde fevereiro de 2015.

O porta-voz acusou as milícias pró-russas de atacar as posições do Exército ucraniano mais de 50 vezes nas últimas 24 horas, quase todas na região de Donetsk, tanto nas imediações da capital, como a cidade litorânea de Mariupol, controlada por Kiev.

"Em geral, os grupos armados ilegais (os separatistas) abriram fogo ao longo de todo a frente. Não há setores tranquilos", admitiu Lisenko, que acrescentou que o Exército ucraniano tinha respondido ao fogo inimigo.

Isto ocorre depois que o pró-Rússia Igor Plotnitski, líder separatista da região ucraniana de Lugansk, foi ferido no sábado em um atentado com bomba, no qual Kiev negou envolvimento.

O representante da autoproclamada república popular de Lugansk nas negociações de paz, Vladislav Deinego, garantiu após o atentado que "nenhuma provocação pode influenciar no processo de Minsk".

"Não se deve cair nas provocações do inimigo. Continuaremos respeitando os Acordos de Minsk. Não estamos falando de retomar os combates por nossa parte", afirmou.

Por outro lado, o presidente do parlamento da autoproclamada república popular da vizinha Donetsk, Denis Pushilin, alertou que o atentado é a preparação para uma ofensiva governamental ucraniana.

"As últimas ações da Ucrânia falam que a guerra se aproxima. O Exército ucraniano está em estado de preparação. Em resumo, Kiev aposta pela variante militar de solução do conflito. Estamos na ante-sala de ações militares a grande escala", disse.

O leste da Ucrânia, onde rege teoricamente um cessar-fogo desde a assinatura dos Acordos de Minsk de fevereiro de 2015, vive nas últimas semanas uma escalada de tensão devido ao aumento dos combates que tiraram a vida tanto a milicianos rebeldes como a soldados ucranianos.

As negociações de paz estão estagnadas, entre outras coisas, pela falta de acordo sobre as eleições nas zonas controladas pelos separatistas, já que Kiev exige garantias de segurança e a presença de observadores internacionais.

Além disso, a Ucrânia reivindica o controle da fronteira entre as regiões de Donetsk e Lugansk e território russo, enquanto Moscou pede a Kiev que aprove antes uma lei que outorgue um status especial às zonas separatistas.

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