Comício convocado por Erdogan reúne 1 milhão de turcos

Istambul, 7 ago (EFE).- Mais de um milhão de pessoas participam neste domingo em Istambul do comício convocado pelo presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, em repúdio à tentativa de golpe de Estado do último dia 15 de julho, segundo veículos de comunicação locais.

Um mar de bandeiras turcas cobre o porto Yenikapi de Istambul no chamado "Encontro pela democracia e os mártires", que representa uma demonstração de força de Erdogan frente às críticas recebidas da União Europeia (UE) e dos Estados Unidos sobre os amplos expurgos efetuadas após o levante.

O espaço, no qual 400.000 metros quadrados foram habilitados para este ato, já está repleto de manifestantes, mas marés de pessoas seguem chegando ao local e formam longas filas para entrar.

Entre a multidão há pessoas com cartazes nos quais se lê "Erdogan é um presente de Deus" ou "Morreríamos pelo presidente", assim como fotos do chefe do Estado e do fundador da república, Mustafa Kemal Atatürk.

Esta é a primeira vez em décadas em que as formações opositoras - com exceção do pró-curdo HDP, que não foi convidado - participam de uma concentração em apoio ao governo.

O comício começou com o hino nacional, seguido de uma leitura de trechos do Corão e uma oração em memória das 240 vítimas do golpe, entre civis e forças leais ao governo.

Entre os oradores estão Erdogan; o primeiro-ministro, Binali Yildirim, e os dirigentes de dois dos três partidos da oposição, o social-democrata Kemal Kiliçdaroglu e o nacionalista Devlet Bahçeli.

Erdogan disse ontem à noite que "a ameaça do golpe não foi superada ainda" e prometeu continuar sem descanso os expurgos na Administração para afastar simpatizantes da confraria islamita de Fethullah Gülen, a quem responsabiliza pelo levante.

Gülen - um pregador turco que vive nos Estados Unidos desde 1999 e cuja confraria era até 2013 um firme aliado de Erdogan e do partido islamita governamental, o AKP - negou qualquer envolvimento nos fatos.

Até agora, 15.000 pessoas foram detidas por supostos laços com a ordem religiosa e mais de 50.000, a grande maioria do setor educativo, foram suspensas de seus cargos.

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