Erdogan defende volta da pena de morte na Turquia durante comício

Istambul, 7 ago (EFE).- O presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, defendeu neste domingo a volta da pena de morte no país, "uma vez que é comum na maior parte do mundo" e é uma reivindicação do povo, durante um comício em Istambul.

"O parlamento deve decidir sobre a pena de morte. Se a aprovar, eu assinarei", disse o chefe de Estado em seu discurso no chamado "Encontro pela democracia e pelos mártires", organizado em repúdio à tentativa de golpe militar do último dia 15 de julho.

Erdogan reiterou assim uma posição que já expressou várias vezes nas últimas semanas, alegando que "o povo pede", e ressaltou: "Se o povo quer, os partidos devem respeitar sua vontade".

O presidente turco argumentou que a pena capital "é utilizada nos Estados Unidos, no Japão, na China, na maior parte do mundo, e foi utilizada na Turquia até 1984".

As últimas execuções na Turquia aconteceram em 1984, quatro anos depois do golpe militar de 1980 que fez um amplo uso dessa condenação, mas a abolição legal deste castigo só foi concretizada em 2004.

Para reintroduzir a pena de morte seria necessário reformar o artigo 38 da Constituição, para o que atualmente não parece haver maioria no parlamento.

Nas últimas semanas, seguidores de Erdogan, que saíram às praças públicas para escutar por rádio ou televisão os discursos do presidente, exibiram cartazes de "Sim à pena de morte" e, inclusive, exibiram bonecos em uma forca para expressar seu desejo.

Durante o grande comício de hoje, com mais de um milhão de presentes, foi possível ver pessoas com fantoches pretos com o rosto do pregador Fethullah Gülen em uma forca.

Erdogan Gülen pela tentativa de golpe, mas esse pregador turco - que vive nos Estados Unidos desde 1999 e cuja confraria era até 2013 um firme aliado do presidente - nega qualquer envolvimento no levante.

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