Oposição lança protestos contra líder paquistanês por Panama Papers

Islamabad, 7 ago (EFE).- O líder do opositor partido Paquistão Tehreek-e-Insaf ("PTI"), Imran Khan, lançou neste domingo uma campanha de protestos contra o primeiro-ministro paquistanês, Nawaz Sharif, ao não ter conseguido um acordo para investigar as sociedades em paraísos fiscais do líder, reveladas no caso Panama Papers. 

"Mentiu. Até que Sharif assuma sua responsabilidade, estaremos nas ruas para mobilizar as massas", disse Khan no início de uma manifestação que começou na cidade noroeste de Peshawar e finalizará no distrito de Attock, no Punjab, reduto político do primeiro-ministro.

A filtragem de 11,5 milhões de documentos do escritório panamenho Mossack Fonseca revelou que três dos quatro filhos de Sharif (Hussain, Maryam e Hassan) criaram companhias nas Ilhas Virgens Britânicas através das que controlam propriedades em Londres. 

O governo e a oposição estabeleceram uma comissão para iniciar uma investigação das alegações dos Panama Papers em maio, mas não chegaram a um acordo sobre as condições do processo.

Milhares de simpatizantes do "PTI" se uniram à manifestação, que percorrerá cerca de 100 quilômetros com paradas em diversos pontos para que os líderes políticos agregem seus seguidores.

"O primeiro-ministro quer criar uma comissão controlada por ele. Nós queremos uma investigação independente", disse à Agência Efe o porta-voz do "PTI" Farrukh Habib.

"As manifestações continuarão até que sejam investigadas as propriedades no exterior", acrescentou o político.

Habib indicou que o próximo protesto será em 13 de agosto à noite, uma jornada antes do dia da independência do Paquistão, entre a cidade nortista de Rawalpindi e Islamabad.

O ministro da Informação paquistanesa, Pervaiz Rashid, recomendou hoje a Khan que centre seus esforços em "servir ao povo" e abandone os protestos.

O líder de "PTI" já lançou sem sucesso várias protestos desde as revelações dos Panama Papers.

Os documentos mostraram também que políticos da oposição, um magnata dos meios de comunicação, dois juízes e cerca de 400 empresários paquistaneses têm companhias em paraísos fiscais.

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