Próxima semana pode ser decisiva para possível acordo de governo na Espanha

Antonia Méndez Ardila

Madri, 7 ago (EFE).- O presidente do PP (centro-direita) e candidato à reeleição como chefe do governo espanhol, Mariano Rajoy, e o líder dos Ciudadanos, Albert Rivera, retomam na próxima semana os contatos para tentar formar governo, enquanto pressionam o PSOE para evitar terceiras eleições.

Os próximos sete dias podem ser decisivos para tentar chegar a um acordo que tire a Espanha de um bloqueio político que já supera os 230 dias, após as eleições de 20 de dezembro de 2015 e a repetição de 26 de junho, nas quais o PP ganhou, mas não conseguiu maioria suficiente para governar.

Rajoy, como líder do partido majoritário com 137 deputados dos 350 do Congresso, propôs em um princípio a primeira semana de agosto para seu debate de posse como chefe do governo, mas perante a falta de apoio de outros grupos, decidiu adiar a sessão no Congresso.

O presidente do Executivo interino insistiu que não haverá posse até que não haja acordo com outros partidos que lhe garantam sua reeleição, já que se houver uma posse fracassada, começaria a correr o prazo de dois meses previstos pela lei antes de convocar novas eleições, cenário rejeitado por todos os partidos.

Por enquanto, o líder "popular" só conseguiu a abstenção dos 32 deputados dos Ciudadanos, por isso que necessitaria também da dos 85 representantes do PSOE para ter mais 'sims' do que nãos na votação, já que não conta com os nacionalistas catalães e bascos e muito menos, com os 71 deputados da coalizão de esquerda Unidos Podemos.

Rivera sim se comprometeu na semana passada a acordar com o PP as medidas "mais urgentes" que teria que aprovar o novo Executivo, como os orçamentos de Estado e as medidas para reduzir o déficit, tal como pediu a Comissão Europeia.

Nesta linha inscreve-se o encontro da próxima semana, embora, como afirmou hoje o secretário-geral do Grupo Parlamentar dos Ciudadanos, Miguel Gutiérrez, "se não há um presidente, nem um processo de posse, tudo isto não vale para nada".

Gutiérrez insistiu na abstenção dos Ciudadanos e acrescentou que é preciso "ir exigindo responsabilidades" para fixar uma data de posse e que haja governo.

Neste ponto, tanto PP como os Ciudadanos dirigem suas pressões ao PSOE, cujo líder, Pedro Sánchez, insiste em um "não" a Rajoy e o convida a negociar com os partidos mais próximos do ponto de vista ideológico.

Esta postura contrasta com a opinião de antigos dirigentes socialistas como os ex-presidentes do governo Felipe González, que advoga pela abstenção, e José Luis Rodríguez Zapatero, que pede um debate no partido para falar da posse.

Em círculos políticos fala-se como nova opção para a votação de posse a última semana de agosto ou a primeira de setembro, para o que seria preciso acelerar as negociações entre partidos.

Se não se chegar a um acordo em agosto, é mais difícil que se consiga em setembro, às portas das eleições regionais da Galícia e País Basco, convocadas para o dia 25, cuja campanha eleitoral influenciaria em plenas negociações para formar governo na Espanha. EFE

ma/ff

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