Ataques rebeldes deixam 17 mortos na RDC

Kinshasa, 8 ago (EFE).- Pelo menos 17 pessoas morreram em várias incursões dos rebeldes ugandenses da Frente Democrática Aliado (ADF, sigla em francês) no nordeste da República Democrática do Congo, informou à Agência Efe nesta segunda-feira o governador de Nord-Kivu, Julien Paluku.

Paluku lamentou os novos ataques, que aconteceram ontem à noite e nesta manhã, apesar da forte presença do Exército congolês e de tropas da missão da ONU (MONUSCO). Além da morte de civis, dezenas de casas foram queimadas e várias lojas foram saqueadas para que o grupo juntasse mantimentos, já que costumam viver escondidos nas montanhas e muitas vezes têm problemas de abastecimento.

O governador de Nord-Kivu advertiu que centenas de pessoas abandonaram suas casas por medo de novos ataques e que a área afetada neste fim de semana está praticamente vazia.

Os ataques aconteceram pouco depois de o presidente da RDC, Joseph Kabila, visitar a região durante quatro dias antes de viajar para Uganda para tratar do problema de segurança na fronteira entre os dois países com o presidente ugandense, Yoweri Museveni.

O ADF iniciou sua campanha de violência em 1996 no distrito de Kasese, no oeste de Uganda, após o qual se expandiu a várias zonas próximas à fronteira com a RDC. A organizaão é uma das que seguem atuando na RDC após o desarmamento em novembro de 2014 do grupo rebelde M23, que chegou a controlar boa parte da região.

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