Bombardeio a hospital na Síria mata 13 pessoas, aponta MSF

Nova York, 8 ago (EFE).- A organização Médicos Sem Fronteiras (MSF) denunciou nesta segunda-feira que pelo menos 13 pessoas morreram neste fim de semana após o bombardeio a um hospital na cidade de Millis, na província síria de Idlib.

"O ataque direto a outro hospital na Síria é um escândalo (...) cada vez que destroem um hospital, seja como alvo ou por um ataque indiscriminado em zonas civis, priva os sírios de outro centro médico vital", denunciou a organização em comunicado.

O bombardeio aconteceu na tarde do sábado contra um centro médico de Millis, matou quatro membros do pessoal do hospital, além de outras nove vítimas, incluídas cinco crianças e duas mulheres, segundo MSF.

"Reiteramos nossa chamada urgente a todos aqueles que tenham influência na condução da guerra na Síria, incluídos quatro dos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança, para que atuem já para pôr fim aos ataques a hospitais", acrescentou.

O centro hospitalar bombardeado oferecia assistência médica de emergência e consultas a aproximadamente 250 pacientes por dia, muitos deles mulheres e crianças, e desde 2014 contava com o apoio técnico e financeiro da organização.

"Seguiremos fazendo tudo o que for possível para ajudar na Síria, mas têm que acabar de maneira imediata os ataques aos hospitais", disse a responsáveis das operações médicas no noroeste da Síria da MSF, Silvia Dallatomasina.

Na semana passada, a ONU denunciou que só no mês de julho foram atacados 44 hospitais, clínicas e outras instalações médicas na Síria, em meio ao agravamento do conflito e da situação humanitária no país.

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