Governo japonês buscará forma adequada para enfrentar abdicação do rei

Tóquio, 8 ago (EFE).- O primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, disse nesta segunda-feira que seu governo estudará "de maneira cuidadosa" a forma adequada para fazer frente ao desejo do imperador Akihito de abdicar quando a saúde lhe impedir de cumprir com suas funções.

"Acredito que temos que pensar de maneira cuidadosa e buscar o que podemos fazer para enfrentar o declive da saúde do imperador e o efeito que terá no peso de seu cargo", acrescentou Abe.

O primeiro-ministro japonês reagiu assim à mensagem televisionada hoje do imperador, no qual Akihito, sem citar a palavra abdicação, reconheceu que devido à idade e a seu estado de saúde sofre "muitas limitações", por isso que será difícil "seguir assumindo responsabilidades importantes".

Akihito, de 82 anos, evitou se referir diretamente a sua intenção de deixar o cargo pois a Constituição não contempla na atualidade a sucessão em vida.

Será o governo de Abe que terá que abrir um processo para reformar a lei de sucessão da Carta Magna que permita que o príncipe Naruhito assuma o trono sem que seu pai tenha falecido.

A mensagem de Akihito foi emitida quase dois meses depois que a emissora pública "NHK" revelou que o monarca tinha a intenção de passar em breve o trono a seu primogênito Naruhito, de 56 anos.

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