Coreia do Norte defende na África seu programa nuclear após sanções

Seul, 9 ago (EFE).- O vice-chanceler da Coreia do Norte, Sin Hong-chol, defendeu em Angola o programa de armas nucleares norte-coreano durante um giro pela África, aparentemente destinado a melhorar suas relações com os países da região, após receber fortes sanções da ONU, informou nesta terça-feira a agência local "KCNA".

O vice-ministro das Relações Exteriores norte-coreano destacou que seu país "avança para fortalecer a política 'Beongjin', que busca tanto o desenvolvimento econômico como a produção de armas nucleares", durante uma reunião com seu colega angolano Manuel Domingos Augusto, segundo a "KCNA".

A defesa do programa nuclear norte-coreano em Angola pelo vice-chanceler é significativa, já que o país africano apresentou recentemente seu plano de ação para aplicar as sanções comerciais impostas em março pelo Conselho de Segurança da ONU ao regime de Kim Jong-un.

As sanções, que respondem aos últimos testes nuclear e de mísseis de longo alcance norte-coreanos, incluem restrições de compra e venda de combustível aeroespacial e de comércio por navio, além de inspeções de embarcações, algo que Angola teria se comprometido em seu plano de ação.

A agência de notícias norte-coreana também informou que o vice-chanceler se encontra em um giro por vários países africanos.

Um deles é a República Democrática do Congo, onde Sin se reuniu com o ministro das Relações Exteriores, Jean-Claude Gakosso, e ambos decidiram aproximar as relações bilaterais, segundo a "KCNA", que não mencionou se o tema das armas nucleares foi abordado entre os dois.

Pyongyang mantém relações diplomáticas com vários países africanos, entre eles os dois mencionados, Guiné, Burundi e Uganda.

Este último, aparentemente deu as costas a Pyongyang em junho, ao pedir que os 60 soldados e funcionários de segurança norte-coreanos que lá estavam abandonassem o país, o que a Coreia do Norte atribuiu a uma manobra política do governo da vizinha Coreia do Sul.

Quanto a Angola, que manteve vínculos de amizade com a Coreia do Norte nas últimas quatro décadas, o país nunca tinha apresentado até agora um relatório para a implementação de sanções contra seu parceiro asiático desde que a ONU começou a ditar resoluções em 2006.

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