Dez grandes incêndios continuam ativos em Portugal

Lisboa, 9 ago (EFE).- Dez incêndios florestais de grandes dimensões continuam ativos em Portugal, onde todo o território se encontra em alerta, com mais de 350 focos, que milhares de soldados tentam conter em todo o país, especialmente no norte e centro.

O que mais meios mobiliza é o declarado em Águeda, no centro do país, segundo o último balanço da Autoridade Nacional de Defesa Civil (ANPC).

Os outros nove incêndios mais complicados afetam Viana do Castelo, Castanheira de Pera, Gondomar, Viseu, Arcos de Valdevez, Gouveia, Vilanova de Cerveira, Barcelos e Arouca.

As chamas preocupam também o arquipélago da Madeira, onde o governo decretou um plano de contingência regional por causa das quatro frentes de incêndio declaradas na segunda-feira e que ainda permanecem ativas em diferentes pontos da ilha.

Bombeiros, militares e voluntários foram mobilizados para tentar combater esta onda de incêndios que levou o primeiro-ministro luso, António Costa, a interromper suas férias e retornar hoje a Lisboa para seguir de perto a situação.

Por enquanto, não há registros de vítimas, só alguns afetados pelas colunas de fumaça, assim como algumas casas destruídas e destroços consideráveis em propriedades agrícolas.

Com uma área florestal de cerca de três milhões de hectares, Portugal foi considerado o Estado membro europeu mais castigado pelas chamas entre 2000 e 2010, com uma superfície média que imada superior à de países muito maiores, como a Espanha.

Além das altas temperaturas e o vento, a plantação de espécies de árvores como os eucaliptos contribuíram para que as chamas se propaguem com mais voracidade.

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