Hamas nega acusações de desvio de ajuda internacional

Gaza, 9 ago (EFE).- O movimento islamita palestino Hamas negou nesta terça-feira as acusações de Israel, que processou dois funcionários de organizações de ajuda em Gaza, que os fundos e recursos internacionais foram desviados para fins próprios.

Em comunicado enviado à imprensa, o porta-voz do grupo Sami Abu Zuhri, rejeitou as alegações e afirmou que "são falsas e infundadas as supostas acusações israelenses relacionados ao desvio de dinheiro do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), Save the Children ou World Vision para o movimento Hamas".

O porta-voz do Hamas disse que "fazem parte de um plano de Israel para reforçar o bloqueio e asfixiar a Faixa de Gaza perseguindo às organizações de assistência internacional" que trabalham neste território palestino. Segundo ele, o objetivo é "restringir as atividades" das organizações humanitárias.

"O Hamas adverte à ocupação israelense contra continuar com esta política e pede à comunidade internacional que assuma sua responsabilidade para fazer frente às práticas israelenses que terão consequências caso continuem", diz o texto.

Hoje, Israel processou um funcionário palestino do Pnud sob as acusações de ter favorecido ao movimento islamita Hamas em Gaza, informaram as autoridades israelenses, o que seria o segundo caso em uma semana.

De acordo com um comunicado do Serviço de Segurança Interior israelense, o Shin Bet, se tenta um trabalhador humanitário identificado como Waheed Abdallah Borsh, de 38 anos e morador de Jabalya, detido no dia 16 e acusado formalmente hoje perante um tribunal.

Engenheiro e encarregado de projetos de reconstrução no Pnud, Borsh foi acusado de apoiar o Hamas em diferentes instâncias, movimento islamita palestino que governa em Gaza e é considerado uma organização terrorista por Estados Unidos, União Europeia e Israel.

A acusação segue à da quinta-feira passada contra o diretor da ONG cristã World Vision, Mohammed el Halabi, que segundo Israel teria desviado fundos milionários para atividades da milícia armada.

A ONG britânica Save the Children informou em comunicado que, por enquanto, "não foi notificada pelas autoridades israelenses" das acusações, embora "esteja investigando a questão", após informações de que trabalhadores de sua organização em Gaza poderiam também estar envolvidos.

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