Trump gera polêmica ao sugerir que defensores das armas podem parar Hillary

Washington, 9 ago (EFE).- O candidato republicano à presidência dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira que os defensores do direito ao porte de armas têm em suas mãos o poder de deter sua rival democrata, Hillary Clinton, em um comentário que gerou polêmica por ser interpretado como um incentivo à violência contra sua adversária.

"Hillary quer, essencialmente, abolir a Segunda Emenda. E se ela conseguir escolher seus juízes, não tem nada que vocês possam fazer, pessoal. Embora o pessoal da Segunda Emenda (da Constituição, que se refere ao direito de portar armas) talvez tenha, não sei", declarou.

Estas declarações, realizadas durante um comício na Carolina do Norte, foram interpretadas como uma alusão velada ao uso da violência por parte daqueles que têm armas para deter Hillary.

O diretor da campanha de Hillary, Robby Mook, reagiu imediatamente em comunicado para assegurar que "o que Trump diz é perigoso. Uma pessoa que busca ser presidente dos Estados Unidos não pode sugerir violência de nenhuma maneira".

A campanha de Trump respondeu com outro comunicado intitulado "Sobre a imprensa desonesta", no qual o assessor de comunicação da campanha, Jason Mille,r ressaltou o "incrível espírito" e unidade demonstrado pelos defensores da Segunda Emenda, o que "lhes dá um grande poder político".

"E neste ano votarão em número recorde e não será em Hillary Clinton, será em Donald Trump", acrescentou Miller, que não fez um desmentido categórico das opiniões que consideram que o magnata estimulava à violência em sua declaração.

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