Erdogan promete continuar com expurgos

Istambul, 10 ago (EFE).- O presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, prometeu nesta quarta-feira continuar os expurgos na Administração para "limpá-la" de simpatizantes da confraria gülenista, suspeita de organizar o golpe militar fracassado do dia 15 de julho, embora ainda falte demitir 200 mil funcionários.

"Faremos pelo país, pela nação. Quantos forem: 10.000, 20.000, 50.000, 60.000, 100.000, 200.000... Faremos o que for preciso. Devemos fazer essa limpeza, seja na instituição que for", disse Erdogan.

O chefe de Estado fez estas declarações, publicadas pela agência "Anadolu", em discurso no qual defendeu a mão dura contra a confraria do exilado Fethullah Gülen, a quem o governo descreve como "organização terrorista" com a sigla FETÖ.

"Estamos decididos a achatar a cabeça dos membros da FETÖ, da mesma forma que os do PKK (a guerrilha curda) e do Daesh (Estado Islâmico), de forma implacável, de acordo com os princípios do Estado de direito", disse Erdogan.

Ele considerou que a confraria não é só uma ameaça para a Turquia, mas para todo o mundo e pediu a sua audiência que faça todo o possível para combatê-la.

"Podem ser seus amigos, seus colegas. Digo a vocês que também é preciso denunciá-los. É preciso informar sobre eles a nossos fiscais, a nossos aparelhos de segurança. Por Que? Porque isto é o dever de todo patriota", disse o presidente.

"Eles não vão derrubar este país: nós os derrubaremos sobre eles", prometeu Erdogan.

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