Parlamento Pan-africano lança campanha pelo fim da mutilação genital

Johanesburgo, 10 ago (EFE).- O Parlamento Pan-africano (PAP), órgão vinculado à União Africana, lançou om a Organização das Nações Unidas (ONU) uma iniciativa em todo o continente para proibir a mutilação genital feminina, uma prática muito comum em alguns países da África.

De acordo com o PAP, o acordo foi alcançado esta semana na sede do organismo na cidade sul-africana de Midrand e o objetivo é identificar ações que acelerem a eliminação da ablação e dos casamentos infantis. A instituição espera que a iniciativa conjunta leve mais países a proibir esta prática cultural condenada pela ONU e por outros organismos internacionais.

Gâmbia e Nigéria são os dois recém-integrados à lista de países que punem a mutilação genital feminina, com a aprovação em 2015 leis que a proíbem. Dados da ONU revelam que a ablação é legalmente permitida em mais de 20 países dos 54 que formam o continente africano. Como parte de seus esforços para eliminar essa cultura, o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) formou mais de 100 mil especialistas médicos para atender às vítimas das mutilações.

As meninas que não são submetidas à ablação sofrem com preconceito e estigma social na região onde moram. Estima-se que 200 milhões de meninas e mulheres no mundo todo - a maioria na África Subsaariana e em países árabes - fizeram a ablação. Em países como Somália, Sudão, Egito e Mali mais de 80% da população feminina com idade entre 15 e 49 anos já sofreu a mutilação genital.

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