França mostra preocupação por possível ataque químico na Síria

Paris, 11 ago (EFE).- O ministro francês das Relações Exteriores, Jean-Marc Ayrault, expressou nesta quinta-feira preocupação da França por um ataque, presumivelmente com armamento químico, ocorrido na cidade síria de Aleppo (norte) e pediu o fim imediato das hostilidades.

O ataque, segundo um comunicado divulgado por seu Ministério, causou ontem a morte de quatro pessoas e deixou dezenas feridas.

"Condeno com força todos os ataques sobre a população civil, especialmente quando utilizam armas químicas", destacou o chefe da diplomacia francesa.

Ayrault lembrou que a Organização para a Proibição das Armas Químicas (OPAQ) confirmou no passado ataques químicos contra a população síria por parte de helicópteros que só podem pertencer às forças do regime de Damasco, o que constitui uma "violação flagrante do direito internacional".

Ayrault avançou que estará "particularmente atento" às conclusões da investigação conjunta das Nações Unidas e da OPAQ, que serão conhecidas no final de agosto, sobre casos confirmados de ataques químicos na Síria em 2014 e 2015.

O ministro acrescentou que "a tragédia vivida pela população síria há mais de cinco anos e os ataques desprezíveis" dos quais é vítima são o resultado da "atitude cínica do regime e dos apoios que impedem na Síria toda solução política".

"Com cerca de 300 mil mortos, esse calvário durou demais", condenou Ayrault, que exigiu "uma cessação imediata das hostilidades", que segundo sua opinião só será possível quando forem retomadas as negociações, sem demora e com responsabilidade.

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