Hillary ataca falta de "credibilidade" de planos econômicos de Trump

Alfonso Fernández.

Washington, 11 ago (EFE).- A candidata democrata à presidência dos Estados Unidos, Hillary Clinton, atacou nesta quinta-feira a falta de "credibilidade" do projeto econômico de seu rival republicano, Donald Trump, ao destacar que seu único objetivo é "beneficiar milionários" como o próprio magnata.

"(Trump) não ofereceu planos críveis para encarar os problemas enfrentados pelas famílias trabalhadoras hoje. Donald Trump quer que os Estados Unidos trabalhem para ele mesmo e seus amigos, às custas de todos os demais", disse Hillary em um comício em Warren, nos arredores de Detroit (Michigan).

Não é coincidência que a candidata democrata tenha feito seu discurso em Detroit, onde Trump lançou nesta segunda-feira algumas de suas propostas econômicas, em uma região especialmente afetada pela crise de 2008 e sede da indústria automotiva americana.

Para Hillary, o plano de Trump de diminuir os impostos e a desregulação federal procura "beneficiar milionários como ele mesmo" e sua agenda devolveria os EUA "à recessão".

Além disso, reforçou a necessidade de realizar o maior investimento em infraestrutura desde a Segunda Guerra Mundial, oferecer acesso gratuito à educação universitária para as famílias de baixa renda e impulsionar a capacitação profissional.

Hillary planeja "investir US$ 10 bilhões" em associações conhecidas como "Make it in America" para apoiar "um renascimento manufatureiro" no país.

"Estamos vivendo dos investimentos que foram feitos pelas gerações de nossos pais e avôs", comentou.

A candidata democrata também se referiu à política comercial, que se transformou em um dos eixos da campanha eleitoral pelos efeitos negativos de perda de emprego que a globalização teve nos EUA.

Mais uma vez, Hillary Clinton garantiu hoje que se oporá ao Tratado Transpacífico (TPP) se vencer as eleições de novembro.

"Deterei qualquer acordo comercial que destrua trabalhos e diminua os salários, incluindo o TPP", afirmou a democrata em referência às insinuações que poderia mudar de opinião se chegar à Casa Branca, pois defendeu o pacto quando era secretária de Estado no governo de Barack Obama.

"Eu me oponho agora, me oporei após as eleições, e me oporei como presidente", assegurou.

Esse é um dos poucos elementos de campanha no qual concorda com Donald Trump, que criticou duramente os acordos comerciais selados pelos EUA recentemente.

O TPP foi assinado no início deste ano pelos EUA e 11 países da Bacia do Pacífico (Austrália, Brunei, Canadá, Chile, Japão, Malásia, México, Nova Zelândia, Peru, Cingapura e Vietnã), mas deve ser ratificado pelos respectivos parlamentos.

O atual presidente americano, Barack Obama, defendeu o acordo e ressaltou sua intenção de que seja aprovado pelo Congresso antes de sua saída da Casa Branca no início de 2017, algo que parece cada vez mais complicado.

Em seu discurso, Hillary evitou fazer referência à nova polêmica suscitada pelo loquaz magnata nova-iorquino, que declarou ontem à noite que Obama é o "fundador" do grupo jihadista Estado Islâmico (EI)" e Hillary a "cofundadora".

Dois dias atrás, o candidato republicano voltou a agitar a campanha, ao insinuar que os defensores da Segunda Emenda da Constituição, que garante o direito ao porte de armas, são os únicos que poderiam fazer algo para deter sua rival democrata, o que foi interpretado como uma incitação à violência.

Posteriormente, Trump esclareceu que se referia ao poder de voto das pessoas que defendem o acesso às armas.

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