Santos e Maduro debatem situação da fronteira comum, fechada há um ano

Caracas, 11 ago (EFE).- Os presidentes da Colômbia, Juan Manuel Santos, e da Venezuela, Nicolás Maduro, se reuniram nesta quinta-feira na cidade de Macagua, no estado venezuelano de Bolívar, para tratar da situação da fronteira entre ambos os países, que se encontra fechada há quase um ano, segundo pôde constatar a Agência Efe.

O Ministério das Relações Exteriores da Colômbia antecipou ontem em comunicado que os governantes revisarão "a implementação do conjunto de medidas estipuladas" pelas chancelarias que permitirão contar com uma fronteira legal, segura e organizada.

As chanceleres de ambos países estabelecaram no último dia 4 a implementação de uma "cédula fronteiriça" para os venezuelanos e colombianos residentes das zonas limítrofes e a instalação de postos de gasolina para o fornecimento de combustível da Venezuela em território colombiano, como medida contra o contrabando.

Santos e Maduro analisarão, além disso, os avanços em assuntos de segurança, migratórios, alfandegários, econômicos, comerciais, de saúde e transporte na região de fronteira, que foram abordados em mesas de trabalho conjuntas nos últimos meses.

Os chefes de Estado conversarão ainda sobre o estudo da Comissão Econômica Para a América Latina e o Caribe (Cepal) que faz recomendações sobre como regular e melhorar os controles do sistema cambial entre as divisas dos dois países, segundo fontes oficiais.

Em 19 de agosto do ano passado, Maduro ordenou o fechamento da passagem entre o estado venezuelano de Táchira com o departamento do Norte de Santander, o principal ao longo dos 2.219 quilômetros de fronteira comum, como parte de sua estratégia para combater o contrabando e o paramilitarismo.

A decisão foi tomada depois que três militares venezuelanos e um civil foram feridos em um confronto com supostos contrabandistas na cidade de San Antonio del Táchira, se estendendo nas semanas posteriores para outras partes.

Após o fechamento da fronteira, a Venezuela expulsou cerca de 1.600 colombianos de seu território, enquanto outros 19 mil deixaram o país voluntariamente para não correr o mesmo risco, o que resultou em uma crise diplomática.

Após vários meses de trabalho conjunto, em julho passado dezenas de milhares de venezuelanos passaram à cidade colombiana de Cúcuta durante dois finais de semana por um "corredor humanitário" feito por ambos os países para comprar alimentos e remédios, escassos na Venezuela.

Esta foi a terceira vez que Maduro e Santos se encontraram para tratar das questões fronteiriças em menos de um ano.

A primeira reunião aconteceu em Quito, em 21 de setembro do ano passado. Em janeiro deste ano, também na capital equatoriana, os chefes de Estado realizaram um encontro privado à margem da 4ª Cúpula da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac).

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