Hacker publica dados pessoais de 193 políticos do Partido Democrata nos EUA

Nova York, 13 ago (EFE).- Um hacker publicou em seu site os dados pessoais de um total de 193 políticos do Partido Democrata dos Estados Unidos que supostamente foram roubados em um ataque cibernético contra o Comitê de Campanha Democrata do Congresso, informou neste sábado a imprensa americana.

O hacker, que se identifica como Guccifer 2.0 e que garante ter agido sozinho, revelou os números de telefone e e-mails da congressista Nancy Pelosi, líder da minoria democrata na Câmara dos Representantes, entre outros políticos do partido.

A lista de atingidos pelo ataque também inclui vários congressistas do Capitólio que são membros dos comitês de Inteligência, de Serviços Armados e de Relações Exteriores, e o roubo de seus dados pode ter implicações para a segurança nacional.

"Trata-se de informação sensível que pode ser utilizada de maneira muito perigosa por um governo estrangeiro", disse ao jornal "The Wall Street Journal" o congressista do estado de Maryland, Steny Hoyer, que foi uma das vítimas do ciberataque.

Outra vítima, o congressista Adam Schiff, disse em comunicado que acredita que os responsáveis serão identificados, que a Casa Branca revelará "quem está tentando interferir no processo eleitoral" e que os mesmos enfrentarão consequências "severas".

As primeiras informações sobre o ciberataque contra o Comitê de Campanha Democrata do Congresso foram veiculadas no final de julho e fontes do serviço de inteligência dos EUA advertiram que os hackers tinham apoio do governo russo.

O hacker Guccifer 2.0 publicou na noite da sexta-feira uma mensagem em seu perfil no Twitter em que afirmou que compartilhará com o site Wikileaks, o portal criado pelo ativista australiano Julian Assange, todas as informações roubadas no ataque, e que não revelará seu paradeiro "por motivos de segurança".

A chefe de imprensa do Comitê de Campanha Democrata do Congresso, Meredith Kelly, disse hoje em comunicado que a organização foi alvo de um "incidente de segurança cibernética" e que seu pessoal está cooperando com as autoridades federais para investigar o ocorrido.

Em junho deste ano, hackers supostamente ligados ao governo russo atacaram a rede do Comitê Nacional Democrata em uma operação de espionagem na qual tiveram acesso a seus dados sobre o candidato republicano Donald Trump.

Semanas mais tarde, a campanha da candidata democrata Hillary Clinton admitiu que os hackers também tiveram acesso a seu sistema, mas esclareceu que os técnicos que trabalham para ela "não encontraram provas" de que o sistema "estivesse comprometido".

A administração do presidente dos EUA, Barack Obama, fez da segurança cibernética uma de suas prioridades e, nos últimos meses, os processos judiciais contra hackers estabelecidos em países como China, Rússia e Irã se multiplicaram.

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