Tailândia volta à normalidade enquanto busca pelos autores dos atentados

Bangcoc, 13 ago (EFE).- A normalidade voltou neste sábado na Tailândia, enquanto as autoridades buscam pelos culpados da série de atentados com bomba que aconteceu entre quinta e sexta-feira, deixando quatro mortos e 35 feridos, incluindo dez estrangeiros.

O primeiro-ministro e chefe da junta militar que governa o país há dois anos, o general Prayuth Chan-ocha, pediu para que a população permaneça unida, que tenha paciência, não especule e de tempo para que a investigação esclareça os fatos.

"Ainda existem pessoas más, e tem sido ativo desde antes do referendo (constitucional)", disse o líder, sem acusar diretamente ninguém durante um discurso na TV transmitido na sexta-feira.

Os tailandeses votaram no dia 7 deste mês a favor da Constituição proposta por Prayut, apesar dos principais partidos ter sido contra porque o texto era menos democrático que o anterior.

Prayut prometeu na televisão, embora não tenha claro quem são os autores e suas motivações, que a investigação descobrirá os responsáveis que serão julgados.

A hipótese de motivação política é reforçada pelo fato de que os explosivos usados estavam feitos como os utilizados em ações antigovernamentais no passado, de acordo com especialistas citados pelo jornal local "The Nation".

Uma bomba deste tipo foi o que matou 20 pessoas e feriu outras 125 no templo hindu Erawan, no centro comercial de Bangcoc, no dia 17 de agosto de 2015.

Analistas que participam da investigação citados pela imprensa local indicaram que os cartões SIM que levavam os telefones celulares que se empregaram para fazer detonar a distância as bombas foram comprados na Malásia.

Os atentados aconteceram nas províncias de Phang Nga, Surat Thani, Chumphon, Trang, Phuket e Prachuap Khiri Khan, que pertence a Hua Hin.

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