Nigéria acha que divisão do Boko Haram complica resgate de meninas de Chibok

Lagos, 14 ago (EFE).- O governo da Nigéria afirmou neste domingo que está em contato com o grupo jihadista Boko Haram para libertar às mais de 200 meninas sequestradas de uma escola de Chibok em 2014, cujo resgate acredita que poderia se complicar pela divisão no seio de seus sequestradores.

"O governo federal está fazendo o possível para libertar às meninas de Chibok e acabar com este horrível sequestro", declarou o ministro da Informação, Lai Mohammed, em comunicado divulgado após o lançamento de um novo vídeo do Boko Haram onde aparece um suposto grupo de alunas sequestradas.

Mohammed garantiu que o Executivo de Muhammadu Buhari está "a frente da situação", apesar de estarem sendo "muito cuidadosos porque a situação se agravou pela divisão na direção do Boko Haram". Aparentemente, o vídeo teria sido divulgado pela facção liderada por Abubakar Shekau.

As imagens surgem semanas depois de o Estado Islâmico (EI), grupo ao qual o Boko Haram declarou adesão formal no ano passado, anunciar em uma de suas revistas a nomeação de Abu Musab Al Barnawi como novo líder dos terroristas nigerianos.

"Dado que esta não é a primeira vez em que fomos contatados por esta questão, queremos ter o dobro da segurança de que estamos em contato com quem eles dizem ser", disse o ministro.

Mohammed ressaltou que a ação do Executivo também é guiada "pela necessidade de garantir a segurança das meninas". Ele se mostrou esperançoso em que o vídeo divulgado hoje, no qual os radicais pedem a libertação de militantes do Boko Haram em troca da libertação das jovens, seja "o princípio do fim deste pesadelo".

Das 276 meninas raptadas em 14 de abril de 2014 pelo Boko Haram - cujo nome significa "a educação não islâmica é pecado"-, 218 ainda estão em cativeiro, já que algumas conseguiram escapar e outras possivelmente morreram.

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