Chefe de campanha de Trump nega ter recebido pagamentos de líder pró-Rússia

Washington, 15 ago (EFE).- O chefe de campanha do candidato republicano à presidência dos Estados Unidos, Donald Trump, Paul Manafort, negou nesta segunda-feira ter recebido pagamentos em dinheiro e segredos durante o período em que trabalhou com o ex-presidente da Ucrânia, Viktor Yanukovich, um ferrenho aliado da Rússia.

"Toda sugestão de que aceitei pagamentos em dinheiro não tem fundamento, é estúpida e sem sentido", declarou em comunicado Manafort, que disse ter sido "falsamente" acusado.

O jornal "The New York Times" publicou hoje um artigo no qual assegura que Manafort estava em uma lista de pagamentos em envelopes mantida pelo Partido das Regiões do ex-presidente ucraniano.

A lista, na qual não fica claro se reflete pagamentos desembolsados, faz parte de uma investigação do Escritório Anticorrupção de Kiev sobre contabilidade secreta do partido de Viktor Yanukovich.

Nela aparecem supostos pagamentos em dinheiro a Manafort entre 2007 e 2012 de um valor total de US$ 12,7 milhões, o que eleva os temores sobre as tentativas de que o governo do presidente russo, Vladimir Putin, possa interferir de algum modo nas eleições americanas de novembro.

Manafort esclareceu hoje que todos os pagamentos que recebeu durante seu trabalho na Ucrânia foram para "toda a equipe política: pessoal de campanha (local e internacional), pesquisas e investigação, integridade eleitoral e anúncios de televisão".

Os vínculos de Manafort com o ex-líder ucraniano, substituído por um governo pró-Europa, estão sendo examinados, especialmente depois que Trump sugeriu que reconheceria a anexação russa da Crimeia se chegasse à presidência.

A Rússia invadiu e anexou a península ucraniana em 2014 após a violenta saída de Yanukovich.

Manafort voltou a negar que tenha "trabalhado para os governos da Ucrânia ou Rússia", mas não detalhou seus contratos com o Partido das Regiões, além de destacar que suas operações na Ucrânia "cessaram após as eleições parlamentares de outubro".

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