Membros da oposição ao governo matam 6 pessoas em Moçambique

Maputo, 15 ago (EFE).- Pelo menos seis pessoas morreram baleadas e tiveram os corpos carbonizados em Moçambique por homens armados supostamente vinculados ao principal partido de oposição do país, a Resistência Nacional Moçambicana (Renamo), informaram nesta segunda-feira as autoridades locais.

As vítimas, cinco moçambicanos e um cidadão de origem bengalesa, foram assassinados na sexta-feira passada na cidade de Nange, distrito central da província de Sofala.

A polícia local atribui o crime ao antigo grupo rebelde e agora principal opositor, Renamo, apesar de dois sobreviventes do ataque terem declarado que os assassinos eram membros das forças armadas de Moçambique.

O carro no qual viajavam as vítimas fazia o percurso entre os distritos de Marromeu e Caia quando foi atacado por um grupo de pistoleiros.

"Homens armados da Renamo atacaram o veículo e seus ocupantes e realizaram estas ações bárbaras", afirmou o porta-voz policial de Sofala, Daniel Macuácua.

O centro de Moçambique, onde se encontra Sofala, é o epicentro da disputa que as forças governamentais e da Renamo travam há um ano, e registra frequentes ataques deste tipo.

Embora o governo atribua muitos destes ataques às forças da oposição, fontes próximas ao Executivo revelaram recentemente que existem grupos de elite que realizam operações para eliminar membros e simpatizantes da oposição.

A Renamo não reconhece os resultados das eleições gerais de 2014, que deu nova vitória ao partido governante, Frelimo, presidido por Filipe Jacinto Nyusi.

Após uma suposta tentativa de assassinato por parte de membros do governo, o líder da Renamo, Afonso Dhlakama, fugiu em setembro de 2015 para um esconderijo na floresta de Gorongosa, em Sofala, onde se localiza a principal base do ex-grupo rebelde.

Um pacto assinado em setembro de 2014 entre o líder do Frelimo e ex-presidente do país, Amando Guebuza, e o ex-líder rebelde Dhlakama pretendia encerrar o conflito entre as duas organizações rivais na sangrenta guerra civil do país, que foi reatada há dois anos.

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