RSF pede que assassinatos de jornalistas brasileiros não sejam esquecidos

Paris, 15 ago (EFE).- A organização Repórteres Sem Fronteiras (RSF) destacou nesta segunda-feira que desde os Jogos Olímpicos de Londres, em 2012, 22 jornalistas brasileiros foram assassinados, uma questão que a instituição pediu para que não caísse no esquecimento porque sua história "permite lembrar o papel essencial" da imprensa.

A organização lançou um relatório coincidindo com os Jogos Olímpicos Rio 2016, e destacou que o Brasil é o segundo país mais perigoso para a atividade jornalística na América Latina, só perdendo para o México. A denúncia faz parte de campanha "Certaines victoires ne méritent pas de médaille" (Algumas vitórias não merecem medalhas), na qual lembra alguns casos emblemáticos ocorridos nos últimos anos. Entre eles, o de Pedro Palma, dono do jornal "Panorama Regional", assassinado a sangue frio na porta de casa no município de Miguel Pereira, no Rio de Janeiro, em fevereiro de 2014.

Após o crime, quatro pessoas foram presas em uma investigação por fraude e uso de contratos falsos. Através dessa operação foi possível ditar 927 ordens de prisão graças ao trabalho prévio de Palma e às pesquisas feitas por seu assassinato.

"A campanha visa sensibilizar a sociedade brasileira e a comunidade internacional sobre os riscos para a profissão, e exercer pressão sobre as autoridades para que tomem medidas concretas para reforçar a segurança dos jornalistas", explicou a organização.

Segundo a RSF, os assassinatos acontecem, geralmente, nas pequenas e médias cidades do Brasil. O país está na posição 104 de 180 no Índice de Liberdade de Imprensa 2016 da entidade. Conforme o relatório, Finlândia, Holanda e Noruega são os lugares mais seguros para o exercício do jornalismo. Os mais perigos, por sua vez, são Coreia do Norte, Turquemenistão e Síria, respectivamente.

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