China protesta contra visita de 2 ministras japonesas a polêmico santuário

Pequim, 16 ago (EFE).- O governo da China expressou na noite da segunda-feira seu descontentamento com a visita de duas ministras japonesas ao santuário de Yasukuni, em Tóquio, e afirmou que o gesto "prova mais uma vez a atitude errada do Executivo do Japão em relação à História".

"O santuário xintoísta honra criminosos de guerra de classe A e procura embelezar as guerras de agressão", acrescentou em comunicado o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, Lu Kang.

A ministra do Interior japonesa, Sanae Takaichi, e a dos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020, Tamayo Marukawa, participaram na segunda-feira de uma homenagem de vários partidos políticos em Yasukuni para comemorar o 71º aniversário do fim da Segunda Guerra Mundial.

O santuário em teoria homenageia os japoneses mortos em guerras nas quais participou o país nos séculos XIX e XX, mas para a China, as duas Coreias e outros países invadidos pelo Exército japonês naquelas épocas, é um reduto do imperialismo japonês ao lembrar em seu recinto criminosos de guerra por seus nomes.

"O Japão deve enfrentar abertamente sua história de agressão e refletir-se nela, lidar com o tema de forma responsável e apropriada, e trabalhar para ganhar a confiança de seus vizinhos asiáticos e da comunidade internacional com medidas concretas", ressaltou o porta-voz chinês.

As ministras fizeram parte de um grupo de quase 70 deputados de diferentes legendas das duas câmaras que compõem a Dieta (Parlamento).

A Coreia do Sul também expressou seu pesar por esse gesto, em comunicado de seu Ministério das Relações Exteriores.

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