Em carta, Dilma propõe plebiscito sobre eleições antecipadas

Brasília, 16 ago (EFE).- A presidente afastada, Dilma Rousseff, se comprometeu nesta terça-feira a promover um plebiscito sobre a possibilidade de antecipar as eleições previstas para 2018 se for absolvida no julgamento do processo de impeachment.

Dilma anunciou esse compromisso durante um pronunciamento, no qual apresentou os termos da chamada Carta aos Brasileiros, divulgada dez dias antes que o Senado inicie a fase final do processo que pode acabar com sua destituição.

Nesse pronunciamento, Dilma insistiu em sua inocência das acusações de crime de responsabilidade, voltou a usar o termo "golpe de Estado" para descrever o processo e sustentou que a solução para a crise política e econômica do país "passa pelo voto popular em eleições diretas".

Dilma foi afastada de suas funções no último dia 12 de maio, quando o Senado instaurou um processo de impeachment cuja fase final começará no próximo dia 25 de agosto e deve durar entre três e cinco dias, possivelmente com sua condenação e destituição.

A governante perderá o cargo se assim decidir uma maioria qualificada de 54 votos (dois terços do Senado), que os favoráveis a sua destituição já parecem ter consolidado.

Segundo Dilma, se sua inocência for reconhecida e ela for absolvida, caso no qual recuperaria o poder, "será reafirmado o Estado democrático de Direito" e "se deverá construir uma nova jornada política", que leve à antecipação das eleições.

Caso Dilma seja finalmente destituída, seu mandato será completado pelo presidente interino Michel Temer.

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