Filho de "El Chapo" pode estar entre sequestrados em restaurante do México

Cidade do México, 16 ago (EFE).- Um dos filho do narcotraficante Joaquín "El Chapo" Guzmán pode estar entre as seis pessoas sequestradas ontem em um restaurante do turístico balneário de Puerto Vallarta, revelou nesta terça-feira o procurador-geral de Jalisco, Eduardo Almaguer.

Em declarações à "Radio Formula", Almaguer baixou para seis o número de vítimas do sequestro depois que ontem foi informado que eram entre 10 e 12 pessoas, e admitiu que existe a possibilidade que um deles seja "filho de Chapo".

"Apesar da participação de várias agências de segurança no caso, está sendo difícil identificar as pessoas porque várias tinham identidades falsas", explicou.

Por volta da 1h da madrugada domingo para segunda (3h em Brasília), seis pessoas foram sequestradas no restaurante "El Leche", no centro da cidade, ação aparentemente resultado de uma disputa entre grupos rivais. Em um primeiro momento, foi informado de que eram 16 as pessoas sequestras.

"Sete sujeitos armados submetem e privam de liberdade seis pessoas, seis homens, que neste momento estão acompanhados por, aproximadamente, nove mulheres, que não são sequestradas e que não foram localizadas", explicou hoje o promotor.

Ele acrescentou que, até o momento, não foram feitos pedidos de resgate.

"Não tem também ligação anônima ou qualquer contribuição que nos permitia ter clareza de sua identidade", relatou.

No entanto, a partir dos veículos que os criminosos deixaram no estacionamento, todos de luxo e pelo menos um com placa falsa, foi possível extrair evidências, dados e informação que já estão sendo analisados. Segundo Almaguer, não foi achado armamento dentro dos carros, mas sim um carregador de armas.

"Já estamos muito avançados na identificação de quem pode ter executado esta ação; mas, neste momento, não tenho condições de assegurar a identidade. É uma organização criminosa que veio operando em Jalisco. Nós não sabemos o nome. Para nós é um grupo de criminosos que vêm mudando de nome nos últimos anos", insistiu o promotor.

Ao todo, três das vítimas são de Sinaloa, duas de Nayari e uma de Jalisco. Entre elas acredita-se que está um familiar de um capitão aposentado do Exército e ex-segurança do ex-governador de Jalisco Emilio González Márquez.

A Procuradoria iniciou ontem uma operação para localizar as vítimas com o apoio de instituições de segurança federais e municipais.

Durante décadas, Jalisco foi foco de atividades do crime organizado. Na atualidade é o centro de operações do Cartel Jalisco Nueva Generación (CJNG), que surgiu em 2010 como uma célula do Cartel de Sinaloa e tem presença em pelo menos sete estados e na Cidade do México. Este grupo disputa Jalisco com o cartel La Resistencia, vinculado ao Los Zetas.

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