Polícia turca faz buscas em empresas e Justiça ordena novas detenções

Istambul, 16 ago (EFE).- A polícia da Turquia fez buscas nesta terça-feira nas sedes de 44 empresas em Istambul, acusadas de vínculos com a rede do clérigo islamita Fethullah Gülen, suspeito de estar por trás do fracassado golpe de 15 de julho.

As diligências policiais aconteceram de forma simultânea em dois bairros da parte asiática de Istambul, segundo a agência de notícias "Anadolu".

No total, 120 pessoas são alvo das operações, entre elas vários diretores de empresas, cujos nomes não foram divulgados.

Além disso, a Justiça turca emitiu hoje ordens de prisão contra 83 funcionários do Judiciário em Istambul.

Os mesmos são acusados de pertencer à organização terrorista de Fethullah Gülen (FETÖ), que o governo de Recep Tayyip Erdogan acusa de ter organizado a tentativa de golpe.

Segundo fontes judiciais, citadas pelo jornal "Hürriyet", as suspeitas indicam que os procurados têm relações com a FETÖ.

Essas ordens de prisão foram emitidas um dia depois da detenção de 136 promotores e outros funcionários de Justiça.

Mas não são apenas os funcionários públicos que estão na mira da Justiça turca. Ontem à noite, o jornalista Arda Akin, do "Hürriyet", foi detido conforme divulgou hoje a publicação.

O repórter tinha sido detido no final de julho, mas acabou sendo libertado dias mais tarde junto com outros 18 jornalistas, mas a procuradoria de Istambul recorreu de sua libertação, o que levou a uma nova ordem de detenção.

Sem oferecer mais detalhes, a Justiça o acusa de ter apoiado uma "organização", reportou o "Hürriyet" em seu site.

Segundo a plataforma de jornalistas independentes da Turquia, 44 repórteres turcos foram detidos preventivamente após o fracassado golpe militar no país.

O presidente Recep Tayyip Erdogan ampliou o período de prisão preventiva, após a tentativa de golpe, de quatro para 30 dias através de um decreto presidencial.

Desde o golpe militar fracassado, milhares de pessoas foram detidas na Turquia, que integravam o corpo de funcionários das Forças Armadas, da Justiça, da polícia, da administração pública, do setor educativo e do mundo empresarial, todas elas acusadas de serem seguidores de Gülen e de tentarem "solapar" o Estado turco.

Além disso, cerca de 80 mil funcionários do setor público e educativo perderam seus empregos sob a mesma acusação.

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