Republicanos assinam carta pedindo que partido deixe de financiar Trump

Washington, 16 ago (EFE).- Mais de 120 republicanos entregaram nesta terça-feira uma carta ao presidente do partido com o pedido que deixe de financiar a campanha à presidência dos Estados Unidos do magnata Donald Trump, que consideram perdida, para concentrar os recursos em manter a maioria conservadora no Congresso.

Na carta, os 123 signatários asseguram que a mera presença de Trump ameaça tornar as eleições de novembro, não apenas as presidenciais, em uma "vitória arrasadora" dos democratas.

Atualmente, os republicanos têm maioria confortável tanto no Senado como na Câmara dos Deputados, que segundo a carta poderiam se dissipar em favor do partido de Hillary Clinton, o Democrata.

Uma das signatários da carta, Sharon Castillo, que trabalhou como assessora nas campanhas presidenciais republicanas de George W. Bush em 2004 e Mitt Romney em 2012, afirmou à Agência Efe que a campanha de Trump "está afundando" e que "pode causar um desastre" em seu caminho.

Segundo Sharon, a carta representa um "pedido respeitoso" ao presidente do partido, Reince Priebus, para realocar os fundos disponíveis a "disputas no Congresso que estão em perigo" e advertiu que não fazê-lo, a responsabilidade de perder o controle das câmaras recairá sobre a direção republicana.

"Se vier a perder o Congresso, grande parte da responsabilidade recairá sobre o partido. Eles terão que viver com esta realidade", afirmou Sharon Castillo, revelando que ainda não receberam uma resposta de Priebus.

Além do motivo estratégico de manter o Congresso, ela explicou que há um cenário político de oposição a um candidato que "não é conservador", não está preparado para a política pública e que representa uma "vergonha" para o cenário internacional.

Sharon Castillo também mencionou os seguidos insultos de Trump aos imigrantes e "a história" do muro com o México.

A carta também é assinada pelos representantes da câmara Scott Rigell e Reid Ribble, assim como o ex-senador Gordon Humphrey e outros sete ex-congressistas, como Chris Shays, Tom Coleman e Vin Weber.

Embora muitos dos signatários não votarão em Trump e alguns têm demonstrado a sua intenção, a carta apenas visa defender as maiorias republicanas no Congresso e observa que não representa um "apoio a ninguém" mais.

"Isso não deve ser uma decisão difícil, porque as chances de Trump ser eleito se evapora a cada dia que passa", conclui a carta.

Este pedido se soma a outra carta assinada por 50 nomes expoentes do Partido Republicano que ocuparam posições de segurança nacional e divulgada na semana passada onde expressaram sua oposição a Trump por representar um "perigo" para a segurança do país.

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