Argentina garante não ter recebido pressão por voto no Mercosul

Buenos Aires, 17 ago (EFE).- A chanceler da Argentina, Susana Malcorra, garantiu nesta quarta-feira que o país não recebeu "nenhum tipo de pressão" para se posicionar sobre a transferência da presidência do Mercosul, bloco que integra junto com Brasil, Paraguai, Uruguai e Venezuela.

"A Argentina não recebeu nenhum tipo de pressão de ninguém. Nós somos firmes crentes no Mercosul", garantiu a chanceler durante uma entrevista coletiva convocada em Buenos Aires, após receber o chanceler dinamarquês, Kristian Jensen.

"Estamos trabalhando muito para conseguir que este impasse que há no Mercosul pela presidência se resolva e se resolva rapidamente", acrescentou.

A transferência da presidência do Mercosul, que por turno corresponderia à Venezuela, gerou um conflito no bloco, intensificado depois que o Uruguai denunciou em uma comissão parlamentar que o Brasil quis comprar seu voto contra o país presidido por Nicolás Maduro.

O presidente venezuelano, por sua vez, declarou recentemente que vive "em batalha" pelo direito de seu país presidir o bloco contra a "tríplice aliança golpista de extrema-direita", em referência à Argentina, Paraguai e Brasil.

"Há algumas questões que não gostaria de resolver por meio da imprensa e o que temos que fazer é reforçar o Mercosul, sair deste impasse e avançar", reiterou Malcorra.

Nesse sentido, a chanceler argentina definiu como prioridade as negociações com a União Europeia, mas também a construção de um bloco "mais forte" e "sólido" que "integre realmente" suas economias e se transforme na "melhor forma de chegar ao mundo".

Argentina, Paraguai e Brasil consideram que, passado o prazo de quatro anos que o organismo deu a seus membros para se adaptarem às normas do Mercosul, se a Venezuela ainda não cumpre as exigências, não poderia assumir a presidência semestral do bloco.

A questão está atualmente sob análise no bloco, já que o grupo fixa as necessidades a serem cumpridas pelos membros, mas não determina exatamente a forma como se caracterizam os descumprimentos.

Malcorra garantiu que há uma série de alternativas que serão avaliadas até 23 de agosto, data que marca o fim do prazo para analisar a situação da Venezuela, mas que o objetivo é "solidificar o Mercosul, e unificar discussões é parte do processo".

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