EI captura 2 mil civis para usá-los como "escudos humanos" na Síria

Cairo, 17 ago (EFE).- O grupo jihadista Estado Islâmico (EI) sequestrou cerca de 2 mil civis quando deixou no último fim de semana o centro urbano de Manbech, no norte da Síria, informou à Agência Efe o porta-voz do Conselho Militar da cidade.

O curdo Sharfan Darwish explicou para a Efe por telefone que os jihadistas foram cercados no bairro de Al Sarba, no noroeste da cidade, e que para que conseguissem escapar sem serem bombardeados, levaram os civis como "escudos humanos".

Darwish detalhou que cerca de 150 terroristas escaparam da cidade em dezenas de veículos, sem que a coalizão internacional liderada pelos Estados Unidos pudesse agir contra eles.

Manbech foi libertada no fim de semana passado pela coalizão curdo-árabe Forças da Síria Democrática (FSD) e pela brigada Conselho Militar de Manbech, com o apoio aéreo e de inteligência da coalizão internacional.

Por outro lado, Darwish explicou que os terroristas deixaram para trás uma grande quantidade de artefatos explosivos e de minas.

"Desativamos um total de 15 mil artefatos e estimamos que ainda existam entre 30 e 40 mil. Eles colocaram bombas até nos aparelhos de televisão e eletrodomésticos", garantiu Darwish, que acrescentou que é por isso há novas vítimas civis a cada dia na cidade.

O porta-voz também informou que foi criada uma administração local para gerenciar a cidade, que começou seu trabalho ajudando os deslocados a retornarem a suas casas e cobrindo suas necessidades básicas.

O responsável curdo revelou que um total de 264 de seus homens morreram durante os 75 dias que durou a batalha pelo controle de Manbech, na qual também morreram cinco combatentes estrangeiros de uma brigada de voluntários, com nacionalidades europeia e americana.

Além disso, estimou que mais de 4 mil terroristas foram abatidos durante este período e detalhou que seu grupo tem em poder os corpos de 1.700 jihadistas.

Hoje mesmo, o Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH) afirmou que um voluntário americano que lutava junto com as FSD morreu durante confrontos com jihadistas perto de Manbech.

Assim, o número de combatentes das FSD que morreram desde o início da operação para libertar a cidade em maio chegou a 315, incluindo os milicianos estrangeiros, segundo o OSDH.

Além disso, 444 civis morreram, entre eles 106 menores e 55 mulheres, por causa dos bombardeios da coalizão internacional e do EI.

O OSDH estimou que um total de 1.026 integrantes do EI foram assassinados durante esse período em enfrentamentos com as forças curdo-árabes e durante os bombardeios dos aviões internacionais.

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