Em encontro no Vaticano, papa e Hollande conversam sobre terrorismo

Cidade do Vaticano, 17 ago (EFE).- O papa Francisco e o presidente da França, François Hollande, tiveram nesta quarta-feira um encontro particular no Vaticano, onde conversaram sobre terrorismo e extremismo religioso, entre outros assuntos, segundo o líder francês.

A reunião a portas fechadas entre Hollande e Francisco aconteceu no estúdio da Sala Paulo VI do Vaticano e aconteceu dois anos e meio depois da qual tiveram em janeiro de 2014.

Ambos conversaram durante 40 minutos, com ajuda de um intérprete, como confirmou o Vaticano, que não deu detalhes sobre o conteúdo da reunião.

Hollande, no entanto, antecipou minutos antes de sua visita ao Vaticano que falaria com o papa sobre assuntos relacionados a terrorismo, refugiados e extremismo religioso.

O presidente francês chegou ao Vaticano acompanhado de uma delegação composta pelo ministro do Interior da França, Bernard Cazeneuve, e pelo embaixador da França na Santa Sé, Philippe Zelle, entre outros.

Após a reunião a portas fechadas, aconteceu a habitual troca de presentes: Hollande deu ao papa uma porcelana de Sèvres com o escudo da França, enquanto o papa Francisco presenteou o presidente francês com uma escultura em bronze, obra da artista Daniela Fusco.

Além disso, Francisco entregou a Hollande uma cópia de sua encíclica "Laudato si" e das exortações apostólicas "Amoris laetitia" e "Evangelii gaudium".

Depois, Hollande conversou com o secretário de Estado vaticano, o cardeal Pietro Parolin.

Antes de visitar o Vaticano, Hollande foi à igreja de Saint Louis dos Franceses, no centro de Roma, onde lembrou as vítimas dos últimos atentados terroristas em seu país.

Permaneceu em silêncio durante alguns momentos em uma capela que, desde novembro do ano passado - quando ocorreram os atentados de Paris - foi instalada em memória das vítimas do terrorismo.

Na saída, Hollande disse à imprensa que tinha a intenção de transmitir ao papa "uma mensagem de gratidão" por suas "palavras de grande consolo" pronunciadas depois da morte do sacerdote Jacques Hamel, assassinado no dia 26 de julho enquanto rezava missa na cidade de Saint-Etienne-du-Rouvray, na Normandia.

Nesse mesmo dia, o papa Francisco expressou "dor" e "horror" com a "absurda violência" do fato, e um dia depois afirmou que "o mundo está em guerra porque perdeu a paz", mas esclareceu que não se trata "de uma guerra de religiões".

O presidente francês reconheceu a importância destas palavras porque, disse, "contribuíram para unir a França".

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