EUA restringem importação de materiais arqueológicos da Síria

Washington, 17 ago (EFE).- Os Estados Unidos anunciaram nesta quarta-feira a restrição de importações de materiais arqueológicos e etnológicos da Síria, em uma tentativa de ajudar a preservar o patrimônio cultural desse país devastado pelo jihadismo e pela guerra civil.

As restrições buscam "reduzir os incentivos para a pilhagem a fim de preservar melhor o patrimônio cultural da Síria e combater a prática de terroristas e organizações criminosas de lucrar com a venda destes artefatos", indicou o Departamento de Estado americano em comunicado.

As novas normas já estão em vigor e se aplicam a "qualquer propriedade intelectual tirada ilegalmente da Síria a partir de 15 de março de 2011", segundo a nota.

Isso inclui "objetos de pedra, metal, cerâmica, argila, maiólica, madeira, vidro, marfim, osso, concha marinha, gesso, estuque, têxteis, papel, pergaminhos, couro, pinturas, desenhos, mosaicos e escritos", esclarece o Departamento de Estado.

Durante os mais de cinco anos de guerra civil, uma grande parte da grande riqueza arqueológica síria desapareceu e os danos são enormes na cidade antiga de Aleppo e no vale do Eufrates, além de em Palmira.

O Estado Islâmico (EI) destruiu patrimônio cultural de incalculável valor tanto no Iraque como na Síria, onde, por exemplo, acabou com o famoso Arco do Triunfo, e os analistas apontam que o grupo jihadista financia suas atividades com o contrabando dessa riqueza.

"Os lugares antigos e históricos da Síria são o arquivo de uma história única, cujo estudo praticamente acaba de começar", destacou o Departamento de Estado dos EUA.

As novas normas americanas implicam que qualquer dos objetos incluídos na lista "não podem entrar nos EUA a não ser que estejam acompanhados de documentação que indique que deixaram a Síria antes de 15 de março de 2011".

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