Governo turco expulsa mais de 2 mil policiais de seus cargos

Istambul, 17 ago (EFE).- As autoridades da Turquia expulsaram do cargo mais de 2 mil policiais, assim como a mais de uma centena de oficiais militares, por supostos vínculos com o fracassado golpe militar do 15 de julho, segundo um decreto divulgado nesta quarta-feira pelo Diário Oficial do Estado turco.

No total, 2.692 pessoas perderam seus cargos por conta do decreto amparado pelo estado de emergência declarado no dia 22 de julho, afirma o texto.

São 2.360 agentes da Polícia, 196 empregados da Autoridade de Telecomunicações da Turquia (BTK) e 136 oficiais do Exército, desde sargentos até generais.

Estas pessoas se somam aos 4.897 funcionários que tinham sido expulsos de seus cargos públicos até agora, onde mais de 3 mil eram militares, segundo detalhou o primeiro-ministro turco, Binali Yildirim, no último sábado.

Além disso, o total de funcionários de setores públicos suspensos de sua função e em espera que se revise seu caso supera os 75 mil, afirmou o primeiro-ministro.

Todos eles são suspeitos de manter vínculos com a confraria do clérigo turco Fethullah Gülen, exilado nos Estados Unidos desde 1999, e que o governo turco acusa de ser responsável pela tentativa de golpe.

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