Ativistas acusam aquário de Miami de ocultar sofrimento de orca

Miami, 18 ago (EFE).- Um grupo de defesa dos direitos dos animais dos Estados Unidos afirmou nesta quinta-feira em comunicado que, segundo documentos judiciais, o Miami Seaquarium "escondeu" provas do "sofrimento físico e mental" da orca Lolita, que permanece confinada no parque há 46 anos.

A organização People for Ethical Treatment of Animals (Peta) afirmou que um juiz opinou recentemente que alguns documentos do processo conjunto interposto contra o Miami Seaquarium "não podem permanecer selados".

O grupo apontou que, sem a companhia de outros mamíferos de sua espécie e com animais incompatíveis, Lolita sofreu "frequentes infecções e foi induzida a um comportamento anormal por causa do estresse".

"O Miami Seaquarium escondeu provas do sofrimento físico e mental pelo qual passou Lolita. Faremos tudo que pudermos para acabar com seu sofrimento e levá-la a uma reserva marinha", disse Tracy Reiman, vice-presidente da Peta.

Durante 46 anos Lolita viveu em um tanque estreito onde "mal podia se movimentar, apesar das orcas nadarem até 160 quilômetros por dia", denunciou a organização.

Segundo documentação à qual a Peta teve acesso, Lolita sofre de inflamação nos olhos desde a década de 1980 e por isso deve usar medicação diariamente. Além disso, seus dentes estão danificados pelo estresse.

"O histórico mostra que não houve um só dia desde 2015 no qual Lolita não tenha recebido pelo menos um tipo de medicação para sua saúde, por causa da sua vida em cativeiro", segundo a Peta.

Lolita foi arrancada de seu habitat em 1970, na região litorânea de Puget Sound, no estado de Washington, quando tinha cerca de quatro anos de idade, e passou os últimos 46 anos no Miami Seaquarium.

Em 2005, as orcas foram declaradas espécie em perigo de extinção. No entanto, esta designação não se estendeu à Lolita até 2015, depois que a Peta e outras associações exigiram sua inclusão na lista, apesar de estar confinada.

Os ativistas da causa animal defendem que Lolita deve ser reunida com seus familiares e antigos integrantes de seu baleal, que ainda habitam em águas das ilhas San Juan, no estado de Washington.

A idade máxima atingida por animais desta espécie é de 80 a 90 anos para as fêmeas e 50 a 60 anos para os machos.

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