Departamento de Justiça dos EUA deixará de usar prisões privadas

Washington, 18 ago (EFE).- O Departamento de Justiça dos Estados Unidos anunciou nesta quinta-feira que planeja pôr fim ao uso de prisões privadas no país, após concluir que esse tipo de gestão nos centro de detenção acarreta em mais incidentes de segurança e desproteção do que os dirigidos pelo Escritório Federal de Prisões.

A Justiça americana começará assim a não renovar contratos com essas prisões com o objetivo de deixar de utilizá-las.

"Este é o primeiro passo no processo de redução e, em última instância, põe fim a nosso uso de estabelecimentos penitenciários privados", afirmou em comunicado a procuradora-geral adjunta do país, Sally Yates.

Segundo relatório revelado na semana passada sobre as condições penitenciárias, as instalações privadas, por exemplo, tinham taxas mais altas de agressões tanto entre internos, como entre reclusos e funcionários.

O relatório enumera vários exemplos de caos em instalações privadas, incluindo uma revolta em maio de 2012 em um centro do Mississipi no qual 20 pessoas ficaram feridas e um funcionário penitenciário morreu.

Nesse incidente, segundo o texto, estiveram envolvidos 250 detidos que estavam insatisfeitos com a comida de baixa qualidade e o atendimento médico.

"O 'ponto essencial' da questão é que as prisões privadas não se comparam favoravelmente com as instalações do Escritório Federal de Prisões em termos de segurança ou serviços, e agora com a diminuição da população penitenciária federal, temos a oportunidade e a responsabilidade de fazer algo a respeito", disse Yates em declarações ao jornal "The Washington Post".

Nos últimos anos, várias ONGs e veículos de imprensa americanos denunciaram as precárias condições deste tipo de centros penitenciários alegando que a busca de lucros econômicos afetava o atendimento deficitário aos presos, causando vários distúrbios.

Mesmo assim, os 13 centros de gestão privada que existem nos Estados Unidos não serão fechados imediatamente, já que seus contratos irã vencendo ao longo dos próximos cinco anos.

Receba notícias do UOL. É grátis!

Facebook Messenger

As principais notícias do dia pelo chatbot do UOL para o Facebook Messenger

Começar agora

Receba por e-mail as principais notícias, de manhã e de noite, sem pagar nada. É só deixar seu e-mail e pronto!

UOL Cursos Online

Todos os cursos