Hollande critica filtragens de sua vida privada e fala de casamento em livro

Paris, 18 ago (EFE).- O presidente da França, François Hollande, não pensa casamento, opinião compartilhada por sua companheira, a atriz Julie Gayet, e refletida no livro "Conversations privées avec le président", no qual critica as filtragens aos meios de comunicação sobre suas atividades privadas.

"Casamento? Não me oponho a princípio, embora estou em uma idade na qual é menos provável. Mas é possível, sim...", diz nessa obra publicada na quarta-feira e divulgada pela revista "Le Point" nesta quinta-feira.

Na semana passada, foi Gayet quem sustentou que não era partidária do casamento, mas que quanto mais tarde um casal se une, melhor será a futura vida em comum.

O presidente, de 62 anos, não se casou nem com a atual ministra do Meio Ambiente Ségolène Royal, mãe de seus quatro filhos, nem com a jornalista Valérie Trierweiler, com quem estava junto oficialmente quando em janeiro de 2014 foi revelada sua relação com Gayet, de 44 anos e divorciada.

O romance foi revelado pela revista "Closer", que publicou uma reportagem fotográfica de seus encontros e, em novembro desse ano, a "Voici" levou à capa imagens de ambos conversando em um pátio interior do Eliseu.

Hollande fala nesse livro sobre a espionagem da qual sente ter sido alvo na sede da presidência e acusa conhecidos da ex-primeira dama Carla Bruni, casada com o ex-chefe de Estado conservador Nicolas Sarkozy, de estarem por trás dessas fotografias da "Closer" nas quais ele aparecia com Julie Gayet.

O que é fato é que quatro dos cinco funcionários da ala privada do Palácio do Eliseu desde onde foram tiradas as fotos tinham trabalhado com Sarkozy no Ministério do Interior.

Embora diga que não os demitiu porque não quer "incriminá-los sem provas".

Hollande considera chocante essa "espécie de vigilância" de sua figura e que sejam publicados nos veículos de imprensa detalhes de sua agenda privada.

"O problema não é o fato de jornalistas terem acesso ao Eliseu, só que é perturbador que haja pessoas recrutadas por Nicolas Sarkozy e que atuem com essa falta de moral", conclui.

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