Líder rebelde sul-sudanês está na RDC, informa ONU

Nações Unidas, 18 ago (EFE).- A ONU confirmou nesta quinta-feira que o líder rebelde e ex-vice-presidente do Sudão do Sul, Riek Machar, encontra-se na República Democrática do Congo (RDC), após permanecer desaparecido por pouco mais de um mês.

"Riek Machar foi entregue às autoridades da RDC. Não estamos em condições de dar maiores detalhes sobre seu paradeiro", informou o porta-voz da ONU Farhan Haq, explicando que a organização facilitou a movimentação do líder dentro do país.

A facção armada liderada por Machar havia informado nesta quinta-feira que seu chefe estava refugiado em um país vizinho. Ele estava desaparecido desde os combates que explodiram em Juba no mês de julho.

Segundo a Organização das Nações Unidas, a sua missão na RDC (Monusco) teve informações na quarta-feira sobre a presença de Machar no país e facilitou a "extração e deslocamento" do líder de um ponto a outro do território, onde ficou sob custódia das autoridades nacionais.

O porta-voz explicou que a atitude teria sido tomada por motivos "humanitários", após pedido do governo de Kinshasa e com consentimento de Machar.

Haq evitou dar detalhes, mas contou que, junto com Machar, foram transportadas outras dez pessoas e a mulher do líder, que estavam em uma área próxima à fronteira com o Sudão do Sul.

O porta-voz também não quis dar maiores informações sobre o estado de saúde do ex-vice-presidente, que teria sido vítima de uma tentativa de assassinato segundo a facção liderada por ele. Apesar disso, Haq disse que as forças internacionais ofereceram ao líder todos os cuidados necessários.

O representante da ONU deixou claro que a organização não teve relação com a saída do ex-vice-presidente do Sudão do Sul e que só se envolveu em seu deslocamento quando ele já se encontrava na RDC.

"Ele tinha que ser levado de forma segura de um lugar a outro e considerou que a Monusco era quem poderia fazer isso melhor", explicou.

Machar fugiu de Juba após os combates entre unidades militares rivais ocorridos na capital do Sudão do Sul entre os dias 8 e 11 de julho. Após a fuga, ele foi substituído no cargo de vice-presidente do governo de coalizão por Taban Deng Gai.

A coalizão foi organizada com o objetivo de encerrar o conflito que explodiu no país em dezembro de 2013, quando o presidente Salva Kiir, da etnia dinka, denunciou uma suposta tentativa de golpe de Estado liderada por Machar, dos nuer.

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