Sobe para 13 o número de mortos pelas inundações no sul dos EUA

Washington, 18 ago (EFE).- As inundações que castigam Louisiana (EUA) desde o fim de semana já deixaram pelo menos 13 mortos e forçaram o resgate de cerca de 30 mil pessoas, o que levou nesta quinta-feira a um jornal local a pedir ao presidente americano, Barack Obama, que encurte suas férias para visitar o estado.

As mortes de uma idosa e de um homem cujo corpo foi achado em uma floresta, ambos na paróquia (condado) de Livinsgton, elevaram a 13 o número de mortos pelas inundações, que provocaram danos em cerca de 40 mil imóveis, segundo autoridades estaduais citadas hoje pelo jornal de "Nova Orleans Star-Picayune".

As vítimas se somam às confirmadas até agora pelo Departamento de Saúde da Louisiana, segundo o qual a zona mais afetada foi a da paróquia de Baton Rouge, com cinco mortes, enquanto na paróquia de Tangipahoa ocorreram três, duas em St. Helena e outra em Rapides.

O secretário de Segurança Nacional dos EUA, Jeh Johnson, visita hoje Louisiana para se reunir com funcionários locais e estaduais e revisar a resposta às inundações, que estão entre as piores registradas no estado.

O presidente Obama, que está de férias em Martha's Vineyard (Massachusetts), aprovou o desembolso de fundos federais para responder ao desastre e seus assessores o informam periodicamente sobre as novidades na Louisiana.

Mas isso não é suficiente para o jornal com maior circulação na Louisiana, "The Advocate", que hoje pediu que Obama não repita o erro do ex-presidente George W. Bush, que também estava de férias quando o furacão Katrina castigou Nova Orleans em 2005 e foi criticado pela lentidão de sua resposta.

"Vimos esta história antes na Louisiana, e não merecemos uma sequela", indicou o jornal em um editorial.

"Se o presidente pode interromper suas férias para um ostentoso ato de arrecadação de fundos para a candidata democrata Hillary Clinton, como fez na segunda-feira, seguramente pode fazer para estar no lugar de uma catástrofe que forçou o deslocamento de milhares de pessoas", acrescentou o rotativo.

Durante sua presidência, Obama respondeu geralmente aos desastres naturais com conversas com os funcionários locais e a aprovação de assistência federal, embora também tenha visitado algumas comunidades afetadas, como Nova Jersey depois da passagem do furacão Sandy em 2012 e Oklahoma após um tornado em 2013.

O governador da Louisiana, John Bel Edwards, explicou nesta quarta-feira em entrevista coletiva que 8 mil pessoas seguiam em refúgios e que outras 30 mil foram resgatadas.

Grandes extensões de território seguem sob a água e cerca de 40 mil imóveis estão alagados, o que lembra o desastre do furacão Katrina em 2005, embora nesse caso o número de mortos foi muito superior, com cerca de 1,8 mil.

Além disso, pelo menos 70 mil pessoas se inscreveram como afetados pelas inundações para receber ajudas do governo federal.

O vice-presidente de operações perante desastres da Cruz Vermelha, Brad Kieserman, disse nesta quarta-feira em comunicado que o custo da resposta às inundações será de pelo menos US$ 30 milhões, e garantiu que trata-se do "pior desastre natural nos EUA desde o furacão Sandy" em 2012.

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