Mais de 100 combatentes morreram em uma semana de disputas por Aleppo

Cairo, 20 ago (EFE).- Mais de cem soldados governamentais e combatentes rebeldes morreram em uma semana de enfrentamentos e bombardeios no sul da cidade de Aleppo, informou neste sábado o Observatório Sírio de Direitos Humanos.

Pelo menos 61 mortos pertenciam às facções opositoras, em sua maioria de tendência islamita, entre eles Abuleil al Tunsi, comandante militar do grupo Ansar al Islam.

Nas fileiras governamentais morreram 47 militares e milicianos afins, segundo a apuração do Observatório, que precisou que entre estas baixas figuram 16 oficiais e o comandante da Escola Técnica Aérea, o general Dib Basie.

A ONG também divulgou um balanço de vítimas mortais civis desde o início da escalada da violência em 31 de julho, que chegou a 442, entre eles 97 menores de idade e 54 mulheres.

Mais de 270 dos civis perderam a vida por bombardeios da aviação síria e russa contra zonas em mãos dos rebeldes em Aleppo e populações da periferia.

As últimas vítimas destes ataques aéreos foram sete membros de uma mesma família, quatro deles crianças, que morreram hoje em um bombardeio com helicópteros ao bairro de Al Yalum.

Há dois dias, o enviado especial da ONU para a Síria, Staffan de Mistura, pediu às partes em conflito uma pausa humanitária de pelo menos 48 horas para permitir a entrada de ajuda.

Tanto a Rússia, aliada do regime de Damasco, como a oposição síria, deram as boas-vindas a esta trégua, embora por enquanto a violência prossiga na cidade.

A cidade de Aleppo é disputada pelas forças de Damasco e os rebeldes desde o verão de 2012, quando os insurgentes conquistaram amplas áreas da urbe, a segunda da Síria e uma das mais castigadas pelo conflito que se iniciou em março de 2011.

Os enfrentamentos pioraram no final de julho por uma ofensiva dos opositores para romper o cerco imposto pelas autoridades aos bairros sob seu controle.

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