Negócios de Trump acumulam dívidas de US$ 650 milhões, segundo jornal

Nova York, 20 ago (EFE).- Os negócios do magnata e candidato republicano Donald Trump acumulam uma dívida de pelo menos US$ 650 milhões, em sua maioria com bancos estrangeiros, segundo uma informação publicada neste sábado pelo "The New York Times".

Até agora Trump tinha tornado público um documento sobre o estado de contas de seus negócios no qual só teria reconhecido dever US$ 315 milhões de suas empresas, menos da metade do que o publicado hoje pelo jornal.

A informação aponta, entre outras dívidas, a da Trump Tower na sexta avenida de Manhattan, que levaria consigo um empréstimo de US$ 950 milhões e que teria sido financiada parcialmente pelo Banco da China, a maior entidade financeira de um país ao qual Trump criticou duramente em campanha por atuar em detrimento dos interesses dos EUA.

Parte da dívida pelo mesmo imóvel também estaria em mãos da Goldman Sachs, banco que segundo ele é controlado pela candidata democrata Hillary Clinton.

Além disso, uma "porção substancial" da fortuna pessoal de Trump seria em associação com outras três entidades que deveriam 2 bilhões de euros.

O jornal também detalha que em 2015, Trump tomou emprestado da Ladder Capital US$ 160 milhões, embora sobre o papel só deveria US$ 50 milhões.

Por fim, a publicação encontrou outras dívidas de Trump das quais o candidato não falou nunca e nas quais também estaria envolvido o Banco da China.

Para a investigação, o jornal colaborou com a firma de informação imobiliária RedVision Systems e através dos documentos que Trump fez chegar à Comissão Federal de Eleições (FEC, em inglês).

Apesar das pressões do Partido Democrata, Trump não publicou ainda sua declaração fiscal completa.

Desde o início da campanha, o magnata falou de sua fortuna e se autodenominou "bilionário".

Ao ser informado sobre a matéria do "The New York Times", Trump publicou uma mensagem na rede social Twitter chamando o jornal de "moribundo".

O jornal também publicou nos últimos dias uma informação sobre a ligação de seu antigo chefe de campanha Paul Manafort, investigado na Ucrânia por receber pagamentos de um partido pró-Rússia, e que apresentou sua demissão na sexta-feira.

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