Parlamento turco ratifica acordo de reconciliação com Israel

Istambul, 20 ago (EFE).- O parlamento da Turquia aprovou neste sábado o acordo de reconciliação com Israel, elaborado nos últimos meses por delegações de ambos países e assinado no final de junho, o que põe fim a uma crise diplomática que começou em 2010, após um ataque israelense a embarcação Mavi Marmara, onde morreram dez ativistas turcos.

O acordo inclui um pagamento único de US$ 20 milhões como compensação para a morte dos cidadãos turcos e obriga Ancara a impedir que pessoas ou instituições israelenses sejam julgados nos tribunais turcos pelo ataque a embarcação, segundo informações da agência turca "Anadolu".

Os US$ 20 milhões serão transferidos no prazo de 25 dias do governo israelense ao turco, que se encarregará de distribuir este dinheiro entre os familiares dos mortais e os feridos, processo onde não haverá intervenção das autoridades israelenses.

Além disso, o governo garantirá que nenhuma pessoa física ou jurídica israelense pode ser julgado em um tribunal turco por causa de relação com o caso do Mavi Marmara.

Isto obriga a Turquia a acabar diversos processos, entre eles um que acontece desde 2012 em Istambul, onde estão acusados o ex-chefe do Estado-Maior de Israel, Gabi Ashkenazi; o antigo vice-comandante das Forças Navais, Eliezer Marom; o ex-chefe dos serviços secretos militares, Amos Yadlin e o ex-dirigente da Força Aérea, Avishai Levi.

No caso que ações civis que condenem o povo israelense ou o pagamento de indenizações econômicas, o governo turco vai cuidar de todas as despesas incorridas, especifica o acordo votado hoje no Parlamento.

A Turquia tinha colocado três condições para recuperar as boas relações com Israel após o incidente do Mavi Marmara: uma desculpa formal de Tel Aviv, que já aconteceu em 2013, o pagamento de indenizações, agora formalizado, e o levantamento do bloqueio israelense a Gaza, ponto espinhoso nas negociações que acabou sendo transformado em uma "flexibilização" que permite a Ancara enviar ajuda humanitária à Faixa de Gaza através do porto israelense de Ashdod.

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