Trump cria grupo de assessores hispânicos para impulsionar baixa popularidade

Washington, 20 ago (EFE).- O candidato republicano Donald Trump reúne-se neste sábado com seu recém-criado "Conselho Nacional Hispânico de Assessoramento", um conjunto de líderes empresariais, civis e religiosos, com o qual o magnata procura relançar sua debilitada posição nas pesquisas entre essa comunidade.

A campanha de Trump e o Comitê Nacional Republicano (RNC, em inglês) apresentou hoje o Conselho como "um grupo diverso de líderes nacionais hispânicos que assessoram a campanha e compartilham as propostas de Trump com a comunidade hispânica".

"Sua participação é só um dos componentes de nosso esforço expansivo para nos comprometermos com a comunidade hispânica, e sua colaboração nos ajudará a competir por cada voto em cada comunidade até o dia das eleições", apontou Reince Priebus, presidente do Comitê Nacional Republicano.

Após o encontro que será realizado em Nova York, o Conselho de Assessores discutirá estratégias para assegurar que "a comunidade hispânica compreende as propostas de Trump para dar a volta a uma anêmica economia, revitalizar a cada vez mais reduzida classe média e pôr fim ao terrorismo internacional".

Entre eles, figuram a representante estadual Clarice Navarro, do Colorado, e os pastores evangélicos Mario Bramnick e Alberto Delgado, da Flórida.

Com esta iniciativa, o Partido Republicano buscar estabelecer pontes com a comunidade hispânica, que, de acordo com as pesquisas, parece inclinada de maneira majoritária a votar em Hillary nas eleições de 8 de novembro.

Várias pesquisas nacionais situam Trump 60 pontos abaixo de Hillary em intenções de voto entre os hispânicos, cujo crescente peso demográfico nos EUA faz com que seu apoio seja fundamental para conseguir vencer nas eleições.

Durante a campanha eleitoral, o magnata republicano realizou várias declarações controversas que fizeram os hispânicos nos EUA lhe darem às costas.

Trump qualificou os imigrantes provenientes do México de "violadores" e responsáveis pelo tráfico de drogas, e prometeu a construção de um muro na fronteira sul americana para conter a imigração irregular.

O magnata também causou rebuliço ao criticar o juiz federal encarregado do caso da suposta fraude da Universidade Trump de ser parcial pelo fato de ter origens mexicanos, apesar de ter nascido em Indiana.

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